BCE dividido no meio da crise
17 Abril 2009
A Bloomberg analisa hoje as discussões que decorrem no BCE, com as divergências em relação ao rumo a seguir a serem cada vez mais evidentes. De um lado, há quem não queira baixar as taxas abaixo de 1%, do outro, há quem defenda uma atitude o mais agressiva possível contra a crise. Tendo em conta que Axel Weber, o presidente do Bundesbank está do lado da facção mais prudente, não é difícil adivinhar qual será o rumo a seguir pelo BCE.
Recuperação ou ilusão?
Os pessimistas do costume – que por acaso têm estado nos últimos meses entre os economistas que mais acertam – continuam a não acreditar que a economia já esteja a iniciar uma recuperação. Paul Krugman apresenta, no seu artigo de opinião no The New York Times, quatro razões para ter cuidado com os excesso de optimismo e diz que, acreditar que uma recuperação está em curso pode ser muito perigoso em termos de política económica a seguir. Nouriel Roubini diz que o problema está no facto das perdas dos bancos poderem vir a ser muito maiores do que é actualmente esperado.
Wall Street ainda tem poder
A questão das ligações entre os responsáveis da Casa Branca e as grandes instituições de Wall Street volta a estar em destaque, desta vez pela mão de Joseph Stiglitz. O prémio Nobel diz que o plano Obama vai falhar porque foi feito para ajudar os actuais bancos e não para criar um sistema financeiro viável.
— e.conomia.info
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