Os mercados dizem que a crise acabou. Indústria diz que não. Desemprego na Europa vai disparar
16 Abril 2009
Os números divulgados ontem sobre a produção industrial nos EUA revelam que a difícil situação norte-americana está longe de estar ultrapassada, ao contrário do optimismo que varreu os mercados financeiros nas últimas semanas. A produção industrial nos EUA caiu 1,5% em Março, o mesmo que em Fevereiro. A queda do primeiro trimestre anualisada é de 20%. Veja aqui o gráfico no Calculated Risk
A produção industrial na Europa afundou 18,4% em Fevereiro em termos homólogos, noticia a Bloomberg que diz que é a maior queda desde que há registo (1986)
Quem está pessimista é Jean Claude Juncker, o presidente do Eurogrupo. Segundo o EU Observer Juncker considera “que há o risco de despedimentos em enorme escala pelo final do ano” na Europa.
China: depois de África, a América Latina
Segundo o NYT a influência da China na América Latina está a aumentar. “Nas últimas semanas, a China tem estado a negociar a duplicação para 12 mil milhões de dólares de um fundo de desenvolvimento na Venezuela, um empréstimo ao equador de pelo menos mil milhões para a construção de uma planta hidroeléctrica, o acesso da Argentina a 10 mil milhões de dólares em moeda chinesa e emprestou a petrolífera estatal brasileira 10 mil milhões”, escreve o FT que diz que China está centrada em garantir o acesso a recursos naturais como petróleo ou soja.
A Bloomberg evidencia que a China cresceu no primeiro trimestre ao ritmo mais baixo de da década (6,1% anualizados). Na mesma peça e noutra (aqui) a agência dá conta do suavizar das criticas da Administração norte-americana quanto à gestão do valor do yuan pelas autoridades chinesas. Afinal já não manipulam a moeda.
Os testes de stress aos bancos dos EUA não servem para nada, diz Buiter
Segundo o professor britânico, as hipóteses de andamento da economia que estão implícitas no cenário mais negativo destes testes já são optimistas. Que há muitos activos que não estão a ser considerados e que, pela degradação da condições económicos, já estão a tornar-se tóxicos. E diz ainda que os testes são feitos com base em informação dos próprios bancos, pelo que não são de confiar em absoluto. O texto de Buiter está aqui
De Grauwe diz que não da UE aos países de leste é político e não económico
No Vox Paul De Grauwe diz que os critérios de Mastricht estão a ser usados como instrumentos politico para recusar a entrada de novos Estados Membros na UE. Segundo o professor belga, não há fundamentação económica na recusa europeia. E lembra que os mesmo critérios foram ignorados quando a Zona Euro foi criada.
— e.conomia.info
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