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Crise histórica, mas alguns (poucos) sinais de esperança
15 Abril 2009

A previsão do Banco de Portugal de uma contracção do PIB em 2009 de 3,5% domina as edições dos jornais portugueses de hoje. O facto de ser o novo mínimo dos últimos 35 anos, superando as crises de 1984 e 1993, e a necessidade de esperar pelo resto da Europa até se iniciar uma recuperação são os destaques dados pelo Público, DN, Negócios e Diário Económico.

Crise e sinais de esperança
No resto do Mundo, o cenário não é muito diferente. Na Alemanha a situação é especialmente difícil, ao ponto de Angela Merkel ter decidido reunir, antes de apresentar as novas previsões para 2009, empresários, sindicatos e economistas para discutir uma saída para uma recessão que se parece cada vez mais com uma depressão, noticia o FT. Além disso, os riscos de deflação aumentam em vários países, como a Espanha, onde, tal como aconteceu com Portugal, os preços registaram pela primeira vez nas últimas décadas uma descida.
Mas também há sinais de esperança: o blogue Calculated Risk nota a existência de uma retoma do movimento no porto de Los Angeles, um dos indicadores avançados mais seguros para o comércio internacional nos EUA.

EUA igual à Rússia?
Esta é a questão colocada hoje por Martin Wolf, no seu artigo no FT. A resposta é a de que há semelhanças (tal como com os oligarcas na Rússia, nos EUA o todo poderoso sistema financeiro está em risco de colapso e as autoridades parecem não conseguir enfrentar o problema), mas mesmo assim, a situação é menos grave (a incapacidade de reacção deve-se não a corrupção, mas pela ideologia).

— e.conomia.info

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