E se os EUA e o Reino Unido forem à falência?
8 Abril 2009
A economia irlandesa, conhecida há poucos meses como o tigre celta, está no centro das notícias pelas suas dificuldades. O Governo apresentou ontem um orçamento, em que se viu forçado a subir fortemente os impostos para evitar um défice ainda maior e anunciou ainda a criação de um “bad bank” para tentar limpar os balanços do seu sistema financeiro. No entanto, o mercado continua a temer a situação extremamente delicada dos bancos irlandeses e a Moody’s cortou os ratings a todo o sector. Com o spread da dívida pública ainda a subir, o ministro das Finanças, Brian Lenihan, garante, em entrevista à Bloomberg, que o país não via precisar de qualquer “bailout” por parte da União Europeia.
Mas, no meio deste iminente colapso irlandês, o mais assustador é a semelhança que existe entre o cenário vivido na pequena ilha e o que se passa em dois gigantes da economia mundial: os EUA e o Reino Unido. Bancos cheios de activos tóxicos, economias em recessão e finanças públicas altamente desequilibradas. O défice nos EUA é de 14% e de 12% no Reino Unido. Willem Buiter admite hoje no seu blogue que a possibilidade de uma crise semelhante à dos mercados emergentes e um “default” por parte destes dois países é um cenário que não pode ser colocado de parte.
Indicadores negativos na Europa
Na Europa continental, a situação também está longe de ser confortável. O Jornal de Negócios agrega os indicadores hoje divulgados.
Depois do G20, o G2
Martin Wolf, na ressaca da reunião do G20, diz quias devem ser agora as prioridades dos EUA e China, o novo G2 mundial.
Substituta de Solbes apresenta plano contra a crise
No seu discurso de tomada de posse, Elena Salgado, a nova ministra das Finanças de Espanha, diz que o combate ao desemprego é a prioridade, relata o El Pais.
— e.conomia.info
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