Jeffrey Sachs diz que plano Geithner é uma tranferência de 276 mil milhões de dólares dos contribuintes para os accionistas dos bancos
25 Março 2009
Mantém-se as críticas por parte de diversos economistas ao plano Geithner de ajuda à banca. Hoje é Martin Wolf a dizer que está “cada vez mais preocupado”, Adam Posen a lembrar que o plano faz lembrar o Japão dos anos 90 e Jeffrey Sachs a calcular que o plano significa uma transferência de 276 mil milhões de dólares do contribuinte para os accionistas dos bancos. As críticas não vão, contudo, só para a Casa Branca. Olivier Blanchard, economista chefe do FMI, diz, numa entrevista ao Les Echos, que a Europa “ainda não se apercebeu do choque provocado pela crise”, defendendo a aplicação de medidas orçamentais expansionistas ousadas.
Antes manter os prémios do que receber ajuda
Um dos efeitos das novas medidas de limititação dos prémios aos gestores dos bancos ajudados pelo Tesouro norte-americano é que algumas dessas instituições estão agora a pensar em devolver o dinheiro da ajuda para não terem de ficar sujeitos às novas limitações impostas. O FT noticia hoje que o Goldman Sachs está a pensar em devolver os 10 mil milhões de dólares de ajuda que recebeu ao abrigo do programa público de recapitalização.
Redefinir o papel do Estado: a diferença que um ano faz
O FT tem, na sua edição de hoje, um artigo de fundo sobre a geração de norte-americanos que confiaram nos mercado accionista para garantir as suas poupanças após a reforma e que agora foram negativamente surpreendidos. Em Portugal, os Ladrões de Bicicletas assinalam a drástica alteração de discurso, entre Fevereiro de 2008 e agora, do ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiro, Luís Amado, sobre a redefinição do papel do Estado nas questões sociais. A diferença que um ano e uma crise fazem…
— e.conomia.info
Envie o seu comentário
← O debate sobre corte de salários continua na blogoesfera
→ Incidente diplomático a uma semana do G-20: UE diz que Estados Unidos estão numa estrada para o inferno



Na base das noticias em cima reproduzidas parece que a razão vai para aqueles que defendem a falencia das empresas,porque por aquilo que se vê quem é ajudado quer manter as regalias como se tudo estivesse bem.
— Rui Dinis · 25 Março 2009, 20:14 · #