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O BCE foi demasiado prudente ou foi longe demais?
5 Dezembro 2008

A descida das taxas de juro por parte dos principais bancos centrais europeus continua a dominar as atenções. No BCE, a escolha de um corte de 0,75 pontos não foi, segundo escreve o Financial Times, do agrado de todos os membros do Conselho de Governadores, já que alguns têm medo que se esteja a ir longe demais, abrindo caminho para a próxima crise de excesso de liquidez.
Pelo contrário, o economista chefe do Deutsche Bank, Norbert Walter, acha que a situação é grave o suficiente para que as medidas tomadas sejam drásticas e prevê uma contracção na economia alemã que pode chegar aos quatro por cento, como noticia o Público.
Helena Garrido, no seu blog, defende que o BCE já pode estar a reagir tarde demais, traçando um paralelo com a crise bolsista do início deste século.
E apesar dos esforços dos bancos centrais e da queda da euribor relatada pelo Negocios, a verdade é que a tensão nos mercados de crédito permanece. As taxas de mercado continuam substancialmente mais altas do que seria normal face ao valor das taxas de refinanciamento das autoridades monetárias. É por isso que vão surgindo propostas para que os bancos centrais concedam directamente crédito às famílias, evitando um mercado que, por agora, se revela extremamente ineficiente. A proposta é feita pelo gestor de hedge funds, Eric Lonergan, no Forum de Economistas de Martin Wolf.

Desemprego acima de 10% nos EUA?
Nos Estados Unidos, o pessimismo continua a subir de tom. Paul Krugman, no seu blog, traça um cenário muito sombrio para a evolução da economia no próximo ano, questionando-se se “será possível fazer recuperar a economia antes do desemprego atingir osdois dígitos”.

Economia: uma ciência?
Vasco Pulido Valente afirma, hoje no Público, que a economia não é, “por nenhum critério, uma ‘ciência’. Se o fosse, não haveria agora crise (ou haveria agora crise com um remédio prescrito e infalível)”. Uma boa resposta está no blog de Pedro Braz Teixeira.

— e.conomia.info

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