Economias emergentes: um novo epicentro para a crise mundial
28 Outubro 2008
O cenário nas economias emergentes, com os capitais a fugir e as divisas a cair, tornou-se, agora, numa das principais preocupações para a evolução da crise mundial. Stephen Jen, o especialista em mercados cambiais da Morgan Stanley avisa que “a aterragem brusca dos activos nos mercados emergentes e das suas economias se podem tornar no segundo epicentro [da crise] durante os próximos meses, com um efeito de feedback muito negativo para o Mundo desenvolvido”.
Neste capítulo, a Europa pode estar particularmente fragilizada. Numa nota publicada, a Morgan Stanley calcula ainda que, em percentagem do PIB, os bancos europeus estão cinco vezes mais expostos aos mercados emergentes do que os bancos dos EUA e Japão. A mesma ideia é assinalada neste artigo da Bloomberg.
Perante este cenário, Jeffrey Sachs sugere, em artigo publicado no Financial Times, que a Reserva Federal, o BCE e os Banco de Japão extendam as suas linhas de liquidez aos principais mercados emergentes, incluindo o Brasil, a Hungria, a Polónia e a Turquia, tudo países onde se corre o risco de um esgotamento das reservas.
Paul Krugman não apresenta soluções, apenas dá nota de pessimismo no seu blog. “Agora sinto-me como o tipo a quem foi dito: ‘Anima-te – as coisas até podiam ser piores!’. Ele animou-se e, claro, as coisas acabaram por ficar piores”
— e.conomia.info
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