Banco central alemão diz que Irlanda pode destruir a Zona Euro
20 Julho 2010
O Bundesbank, o banco central alemão, diz que a Irlanda (e deduz-se também outros países do Sul) podem, com as suas politicas destruir a Zona Euro. Segundo o The Irish Independent os responsáveis do banco central consideram inaceitável os défices externos do tigre celta e recusam que a Alemanha tenha algum contributo a dar na resolução dos desequilíbrios externos na Europa (nos quais a Alemanha é a outra face da moeda dos défices do Sul). Segundo os cálculos do Bundesbank um aumento de 10% nas importações alemãs reduziria apenas em 1% do défice externo irlandês. “As políticas económicas da Irlanda representam um perigo para a Zona Euro como um todo e nos deveríamos tomar medidas para melhor a economia por nós próprios em vez de olhar para outros para que mudem”.
A Moody’s foi ontem a ultima das três grandes agências de notação de risco a baixar a notação de risco irlandesa, devido a endividamento elevado e perspectivas de baixo crescimento. A nota da Moody’s está ao mesmo nível da S&P e uma notação mais elevada que a da Fitch.
Debate sobre austeridade aquece
O tom apaziguador de Martin Wolf no FT no lançamento do fórum sobre se é tempo de aplicar medidas de austeridade orçamental não evitou o embate duro entre dois economistas. Niall Ferguson defendeu, ontem, no site do jornal, que a única altura em que os EUA tiveram uma situação orçamental tão sensível foi na segunda grande guerra, e que fazer o mesmo em tempo de paz é uma inconsciência. Brad DeLong não gostou do que parece considerar uma desonestidade intelectual e no seu blogue considerou que a análise é pura ficção do ponto de vista dos dados estatísticos, num post onde termina com um esclarecedor Niall Ferguson não deveria fazer isto. O Financial Times não deveria permitir que o Niall Ferguson fizesse isto. Hoje DeLong dá o seu contributo no FT, defendendo que Alemanha, Reino Unido, EUA e Japão têm condições e devem continuar a estimular as economias.
Stiglitz, Blinder e outros notáveis pedem mais estímulos na economia norte-americana
Face a 14 milhões de desempregados 16 personalidades norte-americanas, onde estão economistas como Joseph Stigtilz e Alan Blinder, defendem que apesar da necessidade de colocar as contas publicas em ordem, a máxima prioridade neste momento tem de ser relançar a actividade económica. O manifesto está no Daily Beast
A China já é o maior consumidor de energia do mundo
A China ultrapassou os EUA como maior consumidor de energia do mundo. A noticia está em vários sites, aqui fica a versão da CNN
— e.conomia.info
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