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Fundo Monetário Europeu está a ser estudado, mas não é para já
9 Março 2010

Angela Merkel, citada pela Bloomberg, confirmou ontem que está a ser debatida a criação de um Fundo Monetário Europeu, uma entidade ao estilo do FMI e que serviria para ajudar com empréstimos os países da zona euro que entrassem em dificuldades. Ainda assim, reconheceu que qualquer passo mais decisivo nesta matéria ainda demorará tempo, porque existem muitos obstáculos legais por ultrapassar. A Reuters apresenta uma interessante lista de perguntas e respostas relativas à eventual criação do Fundo, incluindo quais os passos legais que teriam de ser dados a nível europeu. No FT, Giancarlo Corsetti e Harold James defendem a importância de criar um FME, já que o BCE não pode desempenhar indispensável papel de emprestar dinheiro aos países em dificuldade.

As reacções ao PEC português
Hoje é dia de opiniões sobre o Programa de Estabilidade ontem divulgado pelo Governo. Pedro Guerreiro, no Negócios diz que o programa “vem com falinhas mansas, mas diz a verdade”. Suzana Toscano surpreende-se que haja ministros e deputados que garantem que os impostos não vão aumentar. Pedro Braz Teixeira chama-lhe “Programa de Endividamento e Divergência”. João Rodrigues assinala um problema presente nos vários PEC europeus: todos apostam num crescimento baseado nas exportações e, ao mesmo tempo, fazem tudo para limitar a procura interna e as importações.

A década perdida pelos olhos de Pessoa
Vasco Carvalho, no blogue The Portuguese Economy, analisa o desempenho da economia portuguesa durante os últimos dez anos pelo que dez serem os olhos de Pessoa. O principal receio é que os problemas registados não sejam apenas os da última década, mas também os da próxima.

Divida pública dos EUA continuará a ser aposta, garantem as autoridades chinesas
Há uns meses atrás, especulava-se no mercado que a China iria apostar no aumento das reservas de ouro, para poder reduzir a sua exposição ao dólar. Hoje, de acordo com a Reuters, um dos principais responsáveis pela gestão da divisa chinesa garantiu que a dívida pública norte-americana irá manter uma grande importância nas reservas do país, revelando ainda o reduzido impacto que uma eventual compra de ouro poderá ter.

— e.conomia.info

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