Greve em Portugal contra planos de austeridade
4 Março 2010
O Financial Times descreve a greve da Função Pública em Portugal contrapondo a posição dos governo e dos sindicatos, e lembrando que os protestos se estão a alastrar pela Europa.
Os sindicatos reclamam uma adesão de 80% escreve o Público.
O governo deverá apresentar o sua primeira proposta de plano de estabilidade e crescimento esta sábado. Segue-se a discussão com partidos e parceiros sociais nas duas semanas seguintes. O passagem pelo crivo parlamentar deverá acontecer apenas no dia 25. Portugal, segundo o Negócios , arrisca-se a ser o último país do euro a apresentar o PEC. Neste momento faltam apenas Portugal e Chipre. Na comparação com os planos já conhecidos, Portugal terá em 2009 e 2010 o quarto maior défice da Europa.
Próximos dias são determinantes para a Grécia
O plano de consolidação orçamenta grego mereceu o apoio do BCE, do FMI, da Comissão Europeia e dos mercados. Trichet reforçou hoje o apoio, escreve o Negócios . O Executivo de Atenas não se fez rogado, e dada a baixa das “yields”, foi imediatamente ao mercado procurar financiamento. O FT diz que a operação foi um sucesso
Entretanto, a instabilidade social no pais continua com uma invasão ao ministérios das Finanças.
Mas a situação grega pode estar longe de estar resolvida. O país pode ainda precisar de ajuda financeira, caso a liquidez nos mercados escasseie. O governo diz que poderá recorrer ao FMI – opção criticada hoje pelo BCE – se for preciso. Como escreve a Bloomberg a alemã permanece reticente em anunciar ajudas. Amanhã Papandreou reúne com Merkel e para a semana dá um salto a Washington.
Dada a dimensão do corte orçamental na Grécia e o apoio generalizado da Comissão e do BCE significam uma última cartada. Se por acaso os mercados não acalmarem a pressão sobre a Grécia a coisa pode ficar mesmo feia. Aí as ajudas serão inevitáveis. Ou não?
O kathimerini tem uma descrição completa da situação na Grécia.
BCE espera recuperação frágil e sem inflação em dia de anuncio de retirada de medidas de estímulo aos bancos
A equipa de economistas do BCE espera uma recuperação frágil e com inflação baixa para a Zona euro nos próximos dois anos. Em 2011, o crescimento deverá ficar pelos 1,5% e a inflação também, escreve o Negócios que destaca também as medidas de reversão de empréstimos extraordinários ao bancos . A Bloomberg também explica as decisões do BCE.
Contra a separação da banca comercial da banca de investimento
Hans Werner Sinn, escreve no VOX contra o plano norte-americano de separação da banca de investimento da banca comercial. O reputado economista alemão defende que essa divisão contribuiu para a crise e considera que na Europa a solução deverá passar pelo aumento das exigências de capital dos bancos.
Fed à procura de um economista… que aceite um corte salarial
A saída de Don Kohn da Fed está a levar a adminitração Obama a procurar um substituto. O Real Time Economics apresenta os candidatos e evidencia o baixo salário da função.
Estratégia da UE demasiado virada para o longo prazo
A nova estratégia da UE, designada “Europa 2020” está a ser criticada pelo facto de ter poucos objectivos concretos para o curto prazo, estando toda virada para o longo prazo. Como assinala o site Euractiv, uma conferência realizada hoje foi palco de diversas opiniões que vão nesse sentido.
— e.conomia.info
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