Grécia duplica esforços de consolidação para evitar catástrofe. Mercados aplaudem.
3 Março 2010
O governo grego anunciou hoje plano que permitem cortar mais 4,8 mil milhões de euros ao défice, isto poucas semanas depois de ter apresentado um plano de corte de cinco mil milhões, escreve o Negócios. Aumento de IVA, corte de 30% nos subsídios de Natal, Férias e Páscoa e ainda outros aumentos de impostos indirectos. As medidas visam cortar o défice de 12,7% para 8,7%. O governo grego tem admitido que precisa de ir aos mercados financiar-se este mês. As yields das obrigações gregas aliviaram de imediato, escreve o FT
Hedge funds continuam na mira europeia
O Financial Times destaca as crescentes apostas de hedge funds no mau desempenho do euro. Ao que escreve o jornal os gestores de hedge funds estarão a aliviar a pressão sobre a Grécia e a aumenta-las sobre a moeda única. Ao mesmo tempo que os políticos e reguladores europeus continuam a criticar a sua actuação. A última voz critica foi a de Lord Turner, o presidente da autoridade de regulação britânica, que anunciou uma investigação a operações especulativas.
Nos EUA o número de balcões de bancos cai pela primeira vez desde 2002…e fala-se em risco de recaída da economia
Segundo o Wall Street Journal, o número de balcões dos bancos nos EUA vai diminuir em 2010 pela primeira vez desde 2002.
O New York Times analisa se há risco de recaída na economia norte-americana. A razão para a interrogação são alguns dos últimos dados económicos nos EUA: a venda de casas diminui, a confiança dos consumidores também e, na sexta-feira, deverá ser conhecida uma aceleração no número de empregos destruídos.
Plano orçamental norte-americano afinal não existiu
Muito se falou sobre a dimensão enorme do plano de estimulo orçamental norte-americano. Mas, afinal, o estímulo pode ter sido próximo de nulo. Porquê? Porque ao mesmo tempo que o governo federal aumentou os gastos, os Estado diminuíram. Este argumento vinha já a ser falado há algum tempo. E hoje, no VOX Joshua Aizenman, da Universidade da Califórnia e Gurnain Kaur Pasricha, do banco central do Canadá quantificam.
BCE anuncia amanhã medidas de saída da crise
Amanhã será um dia importante na estratégia europeia de saída da crise. O BCE apresentará novas medidas de retirar de estímulos à banca. O FT tem uma boa peça a explicar o que está em causa, na Zona Euro, no Reino Unido e nos EUA.
Barroso apresenta nova estratégia de Lisboa, sem sanções para os governos
Chama-se EU 2020, é menos ambiciosa nas metas do que a falhada estratégia de Lisboa, mas pretende que a Europa encontre o seu caminho para o crescimento sem, contudo, aplicar sanções aos Estados-membros, escreve o El País ou incluir qualquer tipo de incentivos por bom comportamento como defendeu a presidência espanhola, salienta o EU Observer numa peça de antecipação.
O EurActiv tem um bom resumo do que está em causa.
Espanha continua a tentar um pacto de regime contra a crise
A comissão anti-crise, que reúne governo e oposição, continua em negociações para um plano de saída da crise. Parece haver acordo, menos na planeada subida de IVA, escreve o El País .
— e.conomia.info
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