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PEC com cortes no investimento e prestações sociais
26 Fevereiro 2010

Com os mercados atentos a todos desenvolvimentos orçamentais, o Governo continua sem apresentar o seu Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). Mesmo assim, vão surgindo algumas informações, todas no sentido de preparar a opinião pública para medidas de austeridade. Teixeira dos Santos, hoje no parlamento, falou de mais privatizações, de cortes nas prestações sociais e de limites ao investimento, como se pode ler aqui e aqui.

Como baixar os bónus dos banqueiros? Usemos menos crédito
Começa a ser opinião comum que os banqueiros recebem bónus demasiado elevados. Há várias propostas para tentar evitar os bónus milionários. Mas será que são bem sucedidas? Daniel Indiviglio, da The Atlantic, baseia-se na intervenção de John Mack, presidente da Morgan Stanley, para sustentar que os banqueiros não vão mudar nada nas suas regras de remuneração. E por isso a melhor solução é baixar mesmo os lucros dos bancos. E como? Usemos menos crédito para lhes limitar a possibilidade de fazer muito dinheiro ou seja, limitar-lhes as hipóteses de alavancagem.

FMI diz que é demasiado cedo para retirar estímulos à economia
Marek Belka, o director do FMI para a Europa, diz numa entrevista publicada no FMI que é demasiado cedo para retirar os estímulos às economias. Por enquanto é tempo de apresentar planos de consolidação credíveis, mas não mais do que isso.

Primeira ministra Islandesa tenta acordo com Reino Unido e Holanda
O encontro de negociação não chegou ontem a bom porto, mas a primeira ministra islandesa diz que as divergências entre o seu governo e os do Reino Unido e Holanda diminuíram, escreve a Bloomberg . Em causa estão as indemnizações a pagar pela islândia aos cidadãos britânicos e holandeses que tinham poupanças no banco islandês Icesava que faliu com a crise. Havia já um acordo de pagamento que foi vetado pelo Presidente islandês, expressando o desacordo da maioria dos islandeses face às condições então previstas. A solução foi um referendo marcado para dia 6 de Março. A primeira-ministra diz agora que talvez seja possível chegar a um novo acordo antes do referendo.

A culpa da crise é da malta de Woodstock
Um filme que vai estrear em breve nos EUA aponta uma nova e surpreende causa para a crise financeira dos EUA: a geração de “Woodstock”. O activista conservador norte-americano David Bossie produz o Geração Zero e defende que narcisismo da geração que participou no festival de 1969 foi o factor responsável pelo colapso do sistema financeiro devido a excesso de gastos, de hipotecas e de jogadas na bolsa. “As pessoas que estavam em woodstock transformaram-se em yuppies nos anos 80, a traders de obrigações arriscadas nos anos 90 e a executivos de Wall Street nos anos 2000. Passaram de Woodstock a guiar Jaguar”, diz Bossie citado pela The Christian Science Monitor.

— e.conomia.info

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