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A Europa às voltas com a ajuda à Grécia
10 Fevereiro 2010

A Europa está divida sobre a ajuda que deverá ser dada à Grécia. Há países que votam num pacote do FMI. Outros que não admitem essa humilhação. Há quem diga que a Alemanha já tem um pacote de ajuda preparado. Angela Merkel diz que não. É uma confusão. Os mercados estão, contudo, a confiar que a questão está apenas em pormenores, como escreve o Negócios. Amanhã na Cimeira informal de chefes de Estado (ver em baixo), deverá haver novidades, como evidenciam declarações à Bloomberg de responsáveis alemãs.

Entretanto, também segundo a Bloomberg Trichet falará esta tarde com os ministros das Finanças do euro sobre o pacote de ajuda à Grécia.

Os protestos nas ruas são o próximo desafio grego
Com ajuda financeira da UE quase garantida, o próximo grande desafio da grécia será lidar com os protestos nas ruas à medida que tenta implementar um plano de austeridade. Segundo a Bloomberg as greves de hoje estão a terá forte impacto. Os aeroportos estão fechados, assim como as escolas, havendo também grandes limitações nos hospitais.

O The Guardian evidencia os confrontos com a policia.

Boas notícias para Portugal
Portugal conseguiu colocar hoje com sucesso no mercado uma emissão de 3 mil milhões de euros de obrigações a dez anos o Negócios.

Depois da Fitch, hoje a Moody’s vinca que Portugal não é comparável à Grécia, escreve também o Negócios.

Não há fim da crise na Europa sem uma união orçamental e do mercado de trabalho
Paul Krugman volta à crise espanhola, que conta em três gráficos comentados, para defender que a Europa só conseguirá sair da crise se apostar numa maior integração e união orçamental e de mercado de trabalho. Esta é a única forma de conseguir que a região consiga absorver os choques assimétricos que afectam as economias. Caso contrário, é de esperar um longo período de dificuldades em Espanha e na Europa, com assimetrias a aprofundarem-se entre os países.

Herman Van Rompuy apresenta linhas mestras para relançar a Europa
Amanhã tem lugar a primeira cimeira de Chefes de Estado promovida pelo novo presidente da União Europeia Herman Van Rompuy. Esta foi uma das suas primeiras decisões e tem como objectivo discutir políticas de relançamento económico da Europa (apesar da crise na Europa forçar a que um dos temas chave seja o plano de ajuda à Grécia – ver primeira entrada). Segundo o Le Monde Herman Van Rompuy vai apresentar uma reformulação da estratégia de Lisboa, que vista a um melhor desempenho da Europa nos próximos dez anos: para isso defende uma estratégia só com cinco obejctivos no máximo. O desempenho dos países será medido e os melhores receberam créditos em termos de acesso a financiamento e fundos comunitários.

Fed apresenta hoje estratégia de saída da crise
Ben Bernanke apresentou hoje a sua estratégia de saída para a crise, sem grandes pormenores, escreve o NYT. O aunicio foi visto pelos mercados como um sinal de que o banco central começará a retirar ajudas em breve e, por isso, reagiram em baixa.

— e.conomia.info

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  1. «O desempenho dos países será medido e os melhores receberam créditos em termos de acesso a financiamento e fundos comunitários.»

    tratar o nível macro da mesma forma que o micro? Passar a teoria das remunerações dos «executivos» para os países?

    p.s.: receberam ou receberão?

    — Alberto Lopes · 14 Fevereiro 2010, 20:21 · #

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