Grécia, Portugal e Espanha vitimas de especulação financeira
8 Fevereiro 2010
O ministro da Economia espanhol não tem dúvidas: os problemas que os países do Sul da Europa estão a sofrer, especialmente a Espanha, nada têm a ver com fundamentais económicos, mas antes com ataques especulativos de instituições financeiras que querem enfraquecer a intenção dos governos de regulamentar mais os mercados, escreve o El País
Jean Quatremer, do Libération vai mais longe e diz mesmo que os problemas da última semana resultam de um ataque executado por um grande banco norte-americanos e três “hedge funds”.
A Fitch Ratings diz que não há risco de contágio entre os países.
Europa garante ao G-7 que a Europa resolverá o caso grego
Na reunião do G-7 do fim de semana no Canadá os europeus garantiram que a Europa será capaz de resolver os problemas na grécia sem ajuda externa, escreve a Bloomberg .
A estratégia da Zona Euro de resolver os problemas por si própria é apoiada por Wolfgang Munchau, do FT que argumenta que, pedir ajuda ao FMI, seria dar um péssimo sinal aos mercados: o que de a união monetária não consegue tomar conta de si própria.
O recurso ao FMI para resolver mais rapidamente os probemas na Grécia e assim evitar riscos de contágio tem sido defendida por vários economistas. Entre eles destacam-se André Sapir e Jean-Pisani Ferry que na semana passada defenderam essa opção no FT. Jean Pisani-Ferry explica hoje na edição em papel do Negócios as suas razões.
Quem também discorda da intervenção do FMI é Daniel Gros, director do Center for Economic Policy Research
Já Otmar Issing, ex-economista-chefe do BCE, diz que o FMI está mais bem preparado do que a União Europeia para ajudar a Grécia, escreve o NYT, citado pela Bloomberg
Krugman ataca forte a Zona Euro
Na semana passada Paul Krugman já tinha criticado a rigidez da Zona Euro em caso de crise. O problema é novamente a situação em Espanha, escreve o economista
Os problemas em Espanha e os possível impactos em Portugal são hoje evidenciados no Negócios
Dólar afirma-se como moeda internacional
A recente crise e os problemas na Europa vem afirmando o dólar como a moeda de referência a nível internacional. Na semana passada a Bloomberg noticiou que os bancos centrais do mundo estavam a vender euros e a comprar dólares. Um recente artigo publicado pela Fed de Nova Iorque, e citado no Real Time Economics, mostra que o dólar continua a dominar o sistema cambial mundia.
O regresso de Volcker
Depois de um ano a salvar bancos, e após a derrota nas eleições para o Senado em Massachussets, Barack Obama apresentou há duas semans um plano de reforma para o sistema bancário que prevê a limitação de tomada de risco pelos bancos. A Prospect escreve um perfil daquele que foi um dos responsáveis pela política económica dos EUA mais importante das últimas três décadas.
— e.conomia.info
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