O novo jogo no Sul da Zona Euro: todos contra todos
2 Fevereiro 2010
Depois da campanha portuguesa para mostrar que Portugal não é a Grécia – e que inclui declarações do ministro das Finanças, do governador do banco central e do presidente o IGCP – ontem foi a vez do contra-ataque grego: George Papaconstantinou, o ministro das Finanças, afirmou que “além da Grécia, há outros países, como a Espanha e Portugal” que também têm problemas, escreve o Negócios.
Quem não os distingue, pelo menos em receitas de política, é Olivier Blanchard, o economista-chefe do FMI, que defendeu que, em entrevista aos Les Echos, citada pelo Negócios que Portugal Espanha e Grécia terão de baixar salários. Aqui está um excerto da entrevista.
Ainda assim, a situação parece, de facto, diferente, como se conclui do artigo de Jean Pisani Ferry e André Sapir, no Financial Times, onde os dois economistas defendem que o melhor é o FMI intervir na Grécia. A razão é a de que a UE não tem condições para garantir um processo de exigência e monitorização de reformas credível.
Pierre Briancon, do Breaking News, da Reuters, diz que não há outra hipótese para a UE que não seja salvar a Grécia com dinheiro antes que os problemas se propaguem a outros países e, depois, à Zona Euro. Para o economista é isso mesmo que vai acontecer. O texto está no Le Monde
Vítor Bento, no blogue da Sedes, faz comparações de posição de investimento internacional e divida externa entre vários países. Portugal está pior que a Grécia e Espanha.
Até já o Governo admite aumentar impostos… a médio prazo
Vítor Constâncio afirmou hoje de manhã que Portugal terá de aumentar impostos pra conseguir conter o défice, escreve o Negócios. O Governo não concorda, mas pela voz Vieira da Silva, lá vai flexibilizando o discurso sobre essa hipótese: aumentar impostos não faz parte da estratégia… de curto prazo
Défice nos 3%: Na Europa é até 2013; nos EUA nem em 2014
Barack Obama apresentou ontem o seu Orçamento para 2011: congelamento por três anos de verbas nas rúbricas que não sejam para despesas sociais ou de defesa, redução do défice de 11% para um valor ligeiramente abaixo dos 4% em 2014 A meta na Europa é que os défices caiam para 3% até 2013….
Sobre Portugal, Silva Lopes diz que o objectivo de corte de défice só se cumprirá com um cataclismo
Esta recessão é um pouco diferente em termos de impactos na desigualdade
Três economistas norte-americanos, Jonathan Heathcote, Fabrizio Perri e Gianluca Violante, escrevem no VOX sobre os imapctos das recessões em termos de desigualdade. Normalmente a desigualde de rendimentos aumenta mas, nesta crise, há um aspecto singular: a desigualdade em termos de consumo baixou, porque os muito ricos foram mais afectados do que é normal.
— e.conomia.info
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Portugal está pior que a Grécia.
Mais importante do que a PII é a percepção dos investidores e aí a posição da Grécia é claramente desfavorável…
— António Geraldo Dias · 2 Fevereiro 2010, 19:55 · #