Europeizar os EUA: será mau?
13 Novembro 2009
Bruce Bartlett, ex-economista do Tesouro norte-americano, escreve na Forbes sobre a comparação entre os EUA e Europa. Defende a criação de um imposto sobre o valor acrescentado nos EUA e opõe-se aos que defendem que a criação de um Estado-providência é má para o crescimento e liberdade. Compara dados dos dois países.
Krugman elogia política de emprego alemã face à norte-americana
Paul Krugman faz uma crítica à falta de políticas activas de emprego nos EUA, o oposição ao que se passa na Alemanha. O prémio Nobel diz compreender o argumento de que as politicas activas e os subsídios poderão ser negativos para o crescimento de longo prazo. Isso pode ser válido em tempos normais, mas estes não são tempos normais avisa.
Zona Euro (e Portugal) fora da recessão: uma boa notícia mas insuficiente para festejos
A Zona Euro cresceu 0,4% face ao segundo trimestre e contraiu 4,1% em termos homólogos, divulgou hoje o Eurostat. Portugal cresceu 0,9% em cadeia e contraiu -2,4% face ao mesmo trimestre de 2008. Um dos melhores resultados europeus.
O Real Time Economics apresenta um conjunto de avaliações de vários economistas que chamam a atenção para a possibilidade da recuperação da Zona euro no terceiro trimestre poder ser insustentável, por se ficar a dever essencialmente a medidas pontuais. Salientam ainda o mau desempenho da França e da Espanha.
A Bloomberg evidencia o contributo das exportações e a fragilidade da retoma.
Uma solução fácil para o bancos que não resolve os problemas
Como não conseguem resolver o problema de instituições demasiado grandes para falhar, os governos e bancos centrais estão com a esperança de que um “novo” instrumento financeiro possa resolver os riscos de falência. Tratam-se de obrigações convertíveis, isto é, obrigações emitidas pelos bancos que, quando o banco enfrentar problemas descapitalização, serão automaticamente transformadas em capital. Gillian Tett, do FT, faz hoje um comentário ao que está a acontecer, avisando para riscos legais e para riscos de contágio no sistema financeiro.
James Kwak,do Baseline Scenario, também critica esta “nova” solução.
Défice recorde nos EUA traz à discussão a possibilidade de venda de ouro
O défice norte-americano no mês de Outubro atingiu os 176 mil milhões de dólares, um aumento de 20 mil milhões face ao mesmo mês de 2008, e o valor mais elevado de sempre, escreve o Wall Street Journal
A CNNMoney questiona se faz sentido ao Estado vender o ouro para pagar dívidas. Uma questão que em Portugal já foi defendida, por exemplo, por Miguel Cadilhe. Especialistas ouvidos pela publicação avisam que esta solução teria impactos psicológicos negativos e que a venda do ouro seria uma gota de água nos problemas orçamentais norte-americanos.
Fed e Administração em tensão?
Vários economistas ouvidos pelo WSJ apontam para que a Fed possa começar a subir juros em Setembro de 2010. Esta decisão não deverá ser bem recebida por Obama: a economia ainda vai estar fraca, o desemprego estará a subir, e nessa altura há eleições.
— e.conomia.info
Envie o seu comentário
← China, EUA e UE voltam a discutir o reequilíbrio da economia mundial
→ China critica política da Fed


