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Começa o novo braço de ferro orçamental entre Bruxelas e Estados-membros
9 Novembro 2009

A Comissão Europeia vai hoje apresentar um cenário negro aos ministros das Finanças da Zona Euro e o tema regressará amanhã à reunião dos ministros da UE-27. Segundo a Comissão o nível de dívida publica chegará a 100% do PIB em 2014, segundo um estudo realizado pela Comissão e continuará a crescer, escreve o FT que adianta que as situações mais preocupantes estão Grécia, Irlanda, Letónia, Espanha e Reino Unido.

O Público realça a recomendação que será conhecida na quarta-feira, escrevendo que Portugal terá de corrigir o défice excessivo até 2013. O governo português ainda não foi claro nas suas intenções, mas no programa compromete-se colocar Portugal numa situação de sustentabilidade das contas públicas até final da legislatura. França e Alemanha já afastaram a possibilidade de défices inferiores a 3% até 2013.

Taxa Tobin rejeitada por EUA, Canadá, Rússia, FMI e BCE
A reunião dos ministros das Finanças do G-20 não trouxe grandes novidades para além da rejeição de uma taxa Tobin, a qual voltou a ser defendida, agora por Gordon Brown. Segundo o Financial Times, os britânicos lançaram a ideia (que já foi defendida por vários economistas e por alguns governos, entre eles o francês) mas a recusa de pesos pesados foi imediata. Não houve acordo sobre verbas destinadas ao combate às alterações climáticas e foi apenas esboçado um acordo de cooperação sobre a coordenação de políticas económicas.

Gordon Brown tem um artigo de opinião hoje no FT onde explica a sua posição.

A divisão em torno desta nova taxa que sirva para criar um fundo que pague as futuras crises da banca é salienta pela Wall Street Journal

A Reuters evidencia a posição de Timithy Geitner que se opôs ao novo imposto e defendeu que a economia mundial continua a precisar de estímulos, pois a recuperação está ainda muito frágil.

Euro e ouro em máximos
A fragilidade do dólar continua a ditar evoluções de outros preços que são habitualmente lidas como sinais preocupantes.

O euro está em máximos e ultrapassou os 1,5 dólares, escreve o Negócios, uma evolução que ameaça as exportações europeias.

No Eurointelligence Ansgar Belke desvaloriza o impacto da valorização do euro para a Alemanha e defende que a “barreira de dor” para a maior economia europeia está nos 1,55 dólares por euro.

A Bloomberg diz que a subida do euro mostra o bom despenho europeu, isto no dia em que as exportações alemãs aumentaram mais que o previsto.

O ouro, activo visto como refugio, nomeadamente das flutuações cambiais, também está em alta. Willem Buiter, no Maverecon escreve contra os que confiam no ouro como activo de refugio. Para ele a inexistência de valor intrínseco fazem do mercado do metal precioso uma bolha constante e diz que nunca aplicaria o seu dinheiro num activo com estas características.

Os desafios que a reforma da Saúde de Obama vai encontrar no Senado
A Reuters tem uma boa peça a descrever os aspectos centrais da proposta que foi aprovada no Sábado na Casa dos Representantes e os obstáculos que se colocam agora no Senado.

Moody’s ameaça rever em baixa rating da Grécia e sobe o “outlook” da China
A agência de notação de risco está preocupada com os elevados níveis de défice e com as baixas perspectivas de crescimento da Grécia no médio longo prazo. Por isso ameça a cortar o “rating” da Grécia, escreve o Kathemerini

A Bloomberg a decisão da agência de rever o “outlook” da China de estável para positivo, baseada nas boas perspectivas de crescimento.

— e.conomia.info

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