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Salários dos CEO chegam a ser 129 vezes superiores ao valor ideal
5 Novembro 2009

Uma nova teoria sobre o valor ideal e justo dos salários dos CEO quantifica os exageros que têm sido cometidos em muitas empresas, especialmente nos EUA. O salário dos CEO das 35 maiores empresas da listagem Fortune 500 foi no ano passado 129 vezes superior ao salário ideal, defende Venkat Venkatasubramanian, professor de engenharia química na Universidade de Perdue nos EUA, no site Eurekalert

O rácio do salário dos CEO para o empregado mais mal pago subiu nos EUA de 40 para um em 1970, para 344 para um nos anos mais recentes, diz o investigador. Na Europa e no Japão o rácio manteve-se relativamente estável em 30 para um e 11 para um respectivamente.

Venkatasubramania defende que a aplicação de conhecimentos matemáticos à ideia de que a injustiça salarial gera entropia no sistema económico permite avaliar os salários óptimos numa organização. Segundo o investigador o salário justo para um CEO do S&P500 deveria compreender-se entre as 8 e 16 vezes o salário do empregado com menor salários.

Num momento em que se discute quais devem ser os limites salariais, o investigador propõe uma teoria científica de salários óptimos. E diz que o salário de Warren Buffet, um gestor de sucesso que tem criticado os recentes exageros, é cerca de 8 vezes superior ao salário mais baixo na Berkshire Hathaway, o que revela “que os instintos do Sr. Buffet sobre justiça parecem ser espantosamente apurados”.

Portugal consegue criar empregos qualificados em tempos de crise, mas é dos mais afectados pela crise
A crise económica gerou uma onda de destruição de emprego por toda a Europa. Portugal não foi excepção e, aliás foi até mais sacrificado. Portugal é, contudo, uma excepção na criação de empregos para quadros médios, revelou hoje o Eurostat.

O Negócios tem a história salientando o aumento de 6,2% neste tipo de postos de trabalho. O relatório do Eurostat está aqui.

Vale também a pena ler outro relatório divulgado hoje pelo Eurostat onde é analisado o impacto da crise no emprego. A conclusão central é a de que “as pessoas estão a trabalhar menos horas, e os tempos estão difíceis para os trabalhadores com contratos temporários e com menores níveis de qualificações”

Hoje o governo anunciou um alargamento das condições de acesso ao subsídio de desemprego, escreve o Negócios

Sector empresarial público: entre o liberalismo e o intervencionismo
Num artigo publicado no Telos, o economista francês Hervé Joly discute o sector empresarial público do seu país e critica o que diz ser uma doutrina pouco clara situada “entre um liberalismo e um intervencionismo tanto um como o outro mal assumidos”.

Vinte anos depois da queda do muro, o papel do comunismo no mundo analisado
Fred Halliday, no Open Democracy dá a sua resposta sobre “o que foi o comunismo” e defende que “o maior feito do comunismo pode ter sido, não a criação de um sistema alternativo e mais desejável em contraste com o capitalismo, mas sim a sua contribuição para a modernização do próprio capitalismo”.

BCE, Fed e Banco de Inglaterra mantêm juros. EUA diz que será por um período prolongado de tempo
Os temem que os EUA repitam o erro de 2002 de manter as taxas de juro baixas por demasiado tempo ficaram ontem mais preocupados com a afirmação da Fed de que manterá a taxa central próxima de zero “por um período prolongado de tempo”. Ler na Bloomberg

Deste lado do Atlântico o BCE também manteve a taxa central nos 1%. Trichet não deu quaisquer sinais de mudança na taxa de juro a breve trecho, mas foi menos peremptório que Bernanke. O BCE diz que irá retirar as ajudas excepcionais aos bancos de forma gradual logo que a economia comece a recuperar e a inflação entre consistentemente em terreno positivo. Ler na Bloomberg e no Negócios. O banco central deixou ainda avisos “fortes” aos governos e aos bancos

Em Inglaterra, onde a taxa central também permaneceu inalterada, o banco central decidiu aumentar num montante inferior ao esperado, escreve a Bloomberg

Fitch corta “rating” à Irlanda
A agência de notação de risco Fitch cortou ontem o rating à Irlanda em dois degraus da sua escala de avaliação de AA+ para AA-. A difícil situação orçamental irlandesa é a justificação como escreve Ed Harrisson no RGE Euro Monitor

— e.conomia.info

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