Japão pode deixar de ser a segunda economia mundial já em 2010
2 Outubro 2009
A crise está a deixar o Japão numa situação difícil. A China poderá ultrapassar a ainda segunda maior economia do mundo já no próximo ano, o que antecipa em cerca de cinco anos as previsões anteriores à crise, escreve o New York Times . O dinamismo chinês ameaça roubar mercados de exportação ao Japão, um país que se debate com um elevado endividamento público (cerca de 200% do PIB) e uma população envelhecida, factores que penalização a produtividade e o crescimento.
Ministros das Finanças da UE confusos com estratégias de saída
A reunião que terminou ontem com os ministros das Finanças da UE para debater estratégias de saída do ponto de vista orçamental acabou por não decidir nada. Todos concordaram com manter os estímulos na economia, mas não apontaram para prazos de regresso à consolidação. Juncker, do Eurogrupo, apontou para 2011, onde foi secundado por Trichet, escreve o EUObserver. No entanto, a versão que venceu tem essa data apenas como uma referência, sendo dado espaço ao Estados-membros para flexibilizar.
Na reunião, os líderes das Finanças europeias garantiram também que os bancos europeus passaram os testes de stress feitos realizados nos últimos meses, escreve o EUObserver.
Os EUA só conseguirão uma recuperação forte se o dólar desvalorizar…
Willem Buiter defende hoje no seu blogue que uma recuperação forte dos EUA só é possível com um dólar mais fraco. Não há por isso consistência entre o discurso oficial norte-americano a favor de um dólar forte e as perspectivas de uma recuperação vigorosa. Buitter vinca que é pouco provável que o dólar desvalorize, pois as principais moedas estão já sobrevalorizadas face à moeda verde. O resultado mais provável é, por isso, uma recuperação lenta.
… mas G-7 quer exactamente um dólar mais forte
A ideia de que o dólar precisa de valorizar vai ser defendida pelas maiores economias do mundo na reunião do G-7 que hoje decorre em Istambul, à margem da reunião do FMI. A Bloomberg tem a história.
Stiglitz defende que os EUA arriscam deflação
Para os optimistas sobre a recuperação as palavras de Joseph Stiglitz vão soar muito estranhas. O prémio Nobel acha que os EUA enfrentam o risco de deflação, escreve a Bloomberg e, por isso, considera inevitável que a Fed deixe a taxa central próxima de zero durante o próximo ano. Vários membros da Reserva Federal expressaram preocupação nas últimas semanas sobre os riscos dos preços caírem nos EUA.
Ken Lewis, do Bank of America, levará $53 milhões para a reforma
Não é um paraquedas dourado, mas a queda será suave, diz a CNNMoney na notícia onde dá conta de que Ken Lewis, CEO de um dos bancos que mais problemas enfrentou e que mais auxilio recebeu do Estado, levará 53 milhões de euros para a sua reforma. Trabalhou oito anos no banco.
A polémica sobre o valor das pensões está um pouco por todo o mundo. Em Espanha, esta semana, rebentou uma polémica semelhante: o ex-CEO do BBVA terá uma pensão de 3 milhões de euros por ano, um valor que mereceu até comentários do Governo, como contou o Negócios
— e.conomia.info
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