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Recuperação económica não impede que desemprego chegue aos 11%
1 Outubro 2009

O FMI divulgou hoje a actualização das suas perspectivas económicas. Para Portugal a instituição prevê agora taxas de crescimento de -3%% e 0,4% em 2009 e 2010 (revendo em alta os -4,1% e -0,5% da previsão de Abril) e taxas de desemprego de 9,5% e 11% em 2009 e 2010 (mantendo 9,6% e 11% na previsão anterior). Ou seja, a leve recuperação económica não terá impacto no mercado de trabalho em 2010, devendo ser explicada quase exclusivamente por melhores condições na economia mundial e, logo, um maior contributo da procura externa. O Negócios e Publico têm breves resumos.

O World Economic Outlook está disponível aqui

O instituição de Bretton Woods revelou-se mais optimista para a economia mundial, com a Ásia a liderar a recuperação, escreve a Bloomberg

A China não chegará para suportar o crescimento das economias desenvolvidas
Face ao cenário de recuperação lenta no mundo Ocidental, muitos olham para a China como o suporte para o relançamento das economias desenvolvidas. Podem estar a ser demasiado optimistas escreve Markus Jäger, do Deustche Bank, num artigo no Vox. Para o economista a China ganhará sem dúvida muito peso na economia mundial, mas não será suficiente para liderar o crescimento dos países desenvolvidos.

Estratégias de saída na Europa: cada um por si
Os ministros das Finanças da União Europeia estão hoje a discutir no Ecofin o desenho de estratégias de saída da crise, escreve a Bloomberg. Todos concordam que é demasiado cedo para sair da crise, mas não se espera que cheguem a acordo sobre coordenação entre países.

Em França o governo aponta para que consiga atingir um défice equilibrado apenas em 2015, escreve o Les Echos (o défice orçamental aumentará de 8,2% este ano para 8,5% o próximo). Jean Quatremer escreve no seu blog no Liberation que Sarkozy desistiu do PEC.

Como detectar a crise da próxima vez? Melhorem os modelos
Há alguns economistas que defendem que ninguém viu a crise a aparecer e que era muito difícil antecipar uma ruptura dos mercados financeiros desta dimensão. Mas será bem assim? Não, responde Dirk Bezemer, da Universidade de Groning que sustenta que os economistas que usavam modelos com um sistemas financeiros relativamente detalhados, onde as variáveis financeiras não dependiam exclusivamente da economia real perceberam e avisaram relativamente cedo para os problemas que se estavam a gerar. A ler no VOX

— e.conomia.info

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