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França não consolida orçamento em 2010 e baixa impostos às empresas
30 Setembro 2009

O governo francês aprova hoje em Conselho de Ministros a sua proposta de orçamento para 2010, onde se prevê a manutenção do défice orçamental em 8,2% do PIB e um nível de endividamento público de 84%. A prioridade será dada ao estímulo à economia, em especial às empresas. A carga fiscal deverá baixar para 42% do PIB. O Les Echos tem a história.

As estratégias orçamentais na Europa começam a desenhar-se de forma pouco coerente: na Alemanha Merkel já sinalizou que haverá consolidação em 2010 com provável manutenção de impostos, os quais deverão, no entanto, baixar em 2011. Em Espanha, Zapatero corta no investimento público e aumenta impostos para conseguir dinheiro para subsídios de desemprego e prestações sociais, ao mesmo tempo que pretende consolidar já em 2010. Agora, França prevê uma descida de impostos e nenhuma consolidação. A ideia de uma coordenação orçamental na Europa está a cair por terra.

Vale a pena dar uma vista de olhos à visão de Paul Krugman sobre a importância dos estímulos orçamentais num momento de recessão de armadilha de liquidez.

Tratado Lisboa: Irlandeses deverão votar sim na sexta. Checos pregam rasteira
O Tratado de Lisboa continua a estar no centro dos eventos políticos europeus. As sondagens estão a favor do sim na Irlanda, mas agora são os checos que pregaram uma rasteira, escreve o The Irish Times. Um conjunto de senadores próximos do presidente Vaclav Klaus pediram uma apreciação ao tratado pelo Tribunal Constitucional do país. A tese é a de que as garantias dadas à Irlanda constituem, na prática, uma alteração ao texto aprovado pelo Parlamento checo, pelo que o texto deveria ser votado novamente. Não há data certa para a apreciação dos juízes, mas tal poderá acontecer só no final do primeiro trimestre do próximo ano. Os eurocépticos no país têm a esperança de conseguir adiar a ratificação até às eleições no Reino Unido, onde esperam que David Cameron ganhe e peça um referendo ao tratado no país.

Entretanto, Barroso avisa os checos que ou aprovam ou perdem um comissário, escreve o EUObserver

Mercado residencial norte-americano a estabilizar
O mercado residencial norte-americanos poderá estar a estabilizar, escreve o Financial Times, reagindo ao facto do preços das casas ter registado em Julho o maior aumento em quatro anos. O crescimento de 1,6% no S&P/Case-Shiller foi melhor do que os economistas previam, e é fruto de ganhos em 18 das 20 cidades consideradas no índice.

Para uma análise detalhada ver o Calculated Risk (aqui e aqui), onde se avisam para alguns riscos que continuam a pesar.

Pior está a confiança dos consumidores nos EUA que caiu inesperadamente em Setembro, escreve o “Washington Post”:http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/09/29/AR2009092903690.html.

Bancos Europeus ainda só reconheceram 40% das perdas, diz FMI
O Fundo Monetário Internacional estima que os bancos europeus ainda só tenha reconhecido 40% das perdas em créditos e activos tóxicos, o que compara com 60% nos EUA. Sinais de que a pressão sobre os bancos irá prolongar-se no tempo.

Mas o FMI também trouxe boas notícias: cortou a previsão de perdas totais dos bancos em 15% para 3,4 biliões de dólares. devido às melhorias nos mercados de crédito e aos sinais de retoma económica.

A “Bloomberg”:http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601068&sid=aCHss4gvkku8 destaca as principais conclusões do Global Financial Stability Report hoje divulgado.

Inflação na Zona euro mais negativa que o esperado
A inflação na Zona Euro caiu 0,3% em termos homólogos, um valor que superou as expectativas dos analistas ouvidos pela Bloomberg .

A variação dos preços do petróleo e o aumento do desemprego explicam os números que mantêm vivos os receios de deflação na Europa, um cenário que só parece possível se a recuperação que se está a desenhar caísse por terra.

Hoje foi também conhecido que o desemprego aumentou na Alemanha e que os consumidores do Reino Unido estão um pouco mais optimistas.

Nos EUA, como conta o Real Time Economics há receios por parte de membros da Fed que a maior economia do mundo caminhe para um cenário de inflação demasiado elevada a médio prazo.

— e.conomia.info

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