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Empresários querem PS a governar sozinho e é isso que provavelmente vão ter
29 Setembro 2009

Jornal de Negócios e Diário Económico falaram com os empresários portugueses e concluem que, entre o patronato, a preferência vai para que o PS governe em minoria, fazendo apoios pontuais de governação. Entre os patrões o principal receio é que o PS vire demasiado à esquerda, escreve por sua vez o correspondente do Financial Times em Lisboa. O Negócios tem um resumo das principais abordagens nos jornais nacionais e internacionais às eleições portuguesas.

O cenário de um governo minoritário com acordos pontuais é de resto dado como certo pelo jornal Público. Sócrates repete estratégia de governação à vista de António Guterres é o título da peça onde o jornal enuncia as áreas de possível acordo à esquerda (investimentos públicos, políticas sociais e leis de costumes como o casamento gay) e à direita (justiça, impostos e política orçamental).

Na Alemanha Angela Merkel (CDU) que irá formar coligação com os liberais do FDP deu ontem uma entrevista em que confirmou a intenção de baixar impostos, mas não antes de 2011, escreve a Bloomberg, que diz ainda que a Chanceler elege a consolidação orçamental como uma das prioridades em 2010.

Banco de Portugal mais optimista sobre Portugal
O Banco de Portugal vai rever em alta as previsões de crescimento económico para Portugal, escrevem o Público e o Negócios, esperando uma contracção ligeiramente menor este ano (a previsão de Abril apontava para -3,6%) e que a economia regresse ao crescimento já no próximo ano. A novidade foi dada já hoje por Vítor Constâncio.

Segundo o Negócios, o governador do BdP defendeu ainda que o estímulo orçamental deverá ser mantido na economia em 2010 e avisou que a recuperação será lenta

Em Espanha, Governo demasiado optimista decide subir impostos
O governo espanhol anunciou no sábado uma subida de impostos para fazer face à crise orçamental. A decisão é fortemente criticada por patrões e sindicatos, escreve hoje o Negócios. José Luis Zapatero arrisca um aumento de impostos em plena crise. O mais grave é que segundo vários analistas ouvidos pelo El País a economia espanhola deverá contrair 0,6% no próximo ano, o que contrasta com o crescimento de 0,3% esperado pelo Executivo que hoje entregou a sua proposta de orçamento no Parlamento.

Confiança em Portugal e na Europa em alta
A confiança económica na Europa atingiu atingiu em Setembro o valor mais elevado de 12 meses, escreve a Bloomberg. A tendência é acompanhada por Portugal, como revelam os indicadores de confiança e clima económico divulgados hoje pelo INE, reporta o Negócios que dá contas de ganhos de confiança em todos sectores com excepção do da construção.

Trichet diz que crise não acabou e que bancos vão continuar a penalizar
Foi uma mensagem de cautela a que o presidente do Banco Central Europeu passou ontem no parlamento Europeu. Jean-Claude trichet avisou que a crise ainda não acabou, que é preciso cautela, e revelou que está preocupado com a evolução do crédito na Europa, escreve o Il Sole 24 Ore.

A evolução do crédito reflecte não só a menor procura por empresas e famílias, mas também as condições mais restritivas na concessão de crédito que os bancos deverão continuar a impor, dada a incerteza e a necessidade de aumentarem os rácios de capital para fazerem face à perdas ainda não assumidas.

Pisani-Ferry pessimista sobre efeitos de longo prazo da crise
O director do Brugel defende hoje no Le Monde que o impacto da crise a médio prazo está a ser subestimado. Segundo as suas contas a crise poderá ditar uma perda de crescimento de cerca de 5% do PIB. Um valor que não sendo muito elevado para as economias em desenvolvimento é de grande magnitude para as economias maduras, uma vez que significa dois a três anos de crescimento perdido.

— e.conomia.info

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