Por que é que o comércio mundial colapsou (mais que em 1929)
8 Julho 2009
Sónia Araujo e Joaquim Oliveira Martins, dois economistas portugueses a trabalhar na OCDE analisam a evolução do comércio mundial para tentar encontrar a justificação para o facto de, na actual crise, o comércio mundial ter caído de forma muito mais forte do que na crise de 1929. A resposta? Num artigo publicado no VOX Araújo e Martins falam de “grande sincronização” mundial provocada pela globalização. “A magnitude do declínio global reflecte a maior sincronização nas quedas dos fluxos de comércio entre países”. Esta é também a razão porque vários economistas teme que a recuperação venha a ser muito lenta, uma vez não haverá economias capazes de puxar pelos outras.
FMI reviu em baixa a previsão de crescimento para a Zona Euro
A Europa será a Zona do mundo com a retoma mais lenta, afirmou hoje o FMI na actualização das suas perspectivas económicas e financeiras. Para este ano, a instituição manteve a previsão de contracção dos EUA nos 3,8%, mas reviu em baixa os números para a Zona Euro de -4,2% para -4,8%. Para 2010 o cenário é pior: os EUA deverão crescer 0,6% (o que compara com a estagnação prevista em Abril), enquanto na Zona Euro o próximo ano ainda será de contracção: -0,3%. Segundo a instituição as condições financeiras e económicas melhoraram, mas avisa “apesar destes sinais positivos, a recessão global não acabou e a recuperação deverá ser lenta”. Leia na Bloomberg
Propostas para derivados terão pouco efeitos
Stayajit Das, uma autoridade no mundo dos derivados, escreve hoje no FT um coluna muito critica em relação às reformas planeadas na Europa e nos EUA para os derivados. A ideia central é que os planos de criação de um mecanismo central de compensação no mercado de derivados não resolve o problema central: o de que estes produtos são construídos apra serem opacos e contornarem restrições regulatórias ou permitirem lucros através de alavancagem. Segundo Das estas propostas até podem exacerbar problemas ao centrarem os riscos numa única organização. Mais uma que se pode tornar demasiado grande para ser deixada falir.
A economia do país que preside agora à UE
Edward Hugh escreve no A Fistful of Euros uma análise ao estado da economia sueca. O balanço é claramente positivo: “É difícil discordar da avaliação do economista da UBS Sunil Kapadia, quando este diz que a economia sueca deverá recuperar antes da da zona euro”, lê-se na conclusão onde Hugh acrescenta que “A Suécia é o país para encontrar rebentos verdes na UE, isto se é que é possivel encontra-los em algum lado”.
Estímulo de Obama quase todo por usar
Mais queixas quanto à demora na implementação do plano de estímulo orçamental dos EUA. Segundo o Washington Post dos 787 mil milhões de dólares, ainda só foram usados cerca de 100 mil milhões. A avaliação surge num momento onde nos EUA se debate a necessidade de um segundo plano de estímulo orçamental
Estados norte-americanos entre as escolhas orçamentais e as eleições
A crise está a dificultar fortemente a gestão das contas dos Estados norte-americanos, isto a poucos meses da época eleitoral que terá lugar em 2010. A Reuters evidencia que ao contrário do que se passa com o orçamento federal, o orçamentos dos Estado tem de estar equilibrado. Com as receitas a cair isso quer dizer que haverá muitas escolhas difíceis e possivelmente impopulares a tomar, isto a meses dos eleitores irem às urnas.
Um resumo da encíclica do papa
Na véspera da reunião do G-8 que hoje teve inicio o Papa publicou ontem a sua terceira encíclica – a primeira dedicada a assuntos sociais – onde faz um duro ataque tipo de capitalismo vigente, marcada pelo procura do lucro pelo lucro, e pedindo ética e dignidade nas áreas económicas. Benedito XVI defendeu ainda que a globalização é um processo potencialmente positivo mas tem riscos que devem ser geridos, nomeadamente no enfraquecimento dos direitos dos trabalhadores e na destruição de recursos naturais. O Papa defendeu ainda a criação de um novo organismo político mundial. A agência eclesia tem um resumo da A caridade na verdade
— e.conomia.info
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