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G-8: “Doha” concluída até 2010 (?) e dólar vai aquecer discussão
7 Julho 2009

A Reuters está a adiantar alguns dos temas fortes da reunião do G-8 de amanhã. Os 8 mais poderosos juntamente com cinco emergentes (Brasil, Índia, China, México e Africa do Sul) deverão apresentar um acordo que prevê a conclusão das negociações relativas a regras comuns de comércio livre até 2010. A história está aqui.

Noutra história, a agência noticia que Rússia, China e Brasil vão usar a reunião de amanhã em Itália para defender a criação de uma moeda global de reserva que substitua o dólar. As autoridades chinesas têm tocado no assunto várias vezes e, como revela um recente artigo publicado pela Bloomberg há quem não tenha dúvidas do plano chinês de pressionar nesse sentido; é o caso de Eswar Prasad, investigador no Brookings Institution e ex-economista nno FMI.

A agência faz ainda um balanço do estado das medidas aprovadas pelo G-20 em Londres

O dólar já não é o que era
O taxa de câmbio do dólar tem sido um dos temas mais discutidos na crise, em parte pelas sucessivas manifestações de desconforto das autoridades chinesas – que têm muitas reservas em dólares –com o a possibilidade de uma desvalorização da moeda verde. Mark Dow, no blog de Brad Setser, diz que não há volta a dar. A necessidade de ter dólares está a diminuir um pouco por todo o Mundo, do México à Zona Euro, de agentes privados a governos e bancos centrais. Com ela virá uma desvalorização da moeda.

Tensão na banca alemã
Há poucos dias o presidente do banco central alemão avisou os bancos para a necessidade de continuarem a emprestar dinheiro. Hoje há notícias de que o regulador alemão está a planear flexibilizar regras contabilísticas aplicadas aos bancos dando-lhes mais espaço de manobra para conseguirem gerir os seus balanços subcapitalizados. As ameaças e decisões acontecem a dois meses das eleições legislativas na Alemanha.

Mas se os problemas no sistema bancário europeu teimam em se manter com os políticos a evitarem a imposição de recapitalizações obrigatórias, já sobre o futuro os líderes políticos europeus parecem estar decididos em tomar medidas. Segundo a edição de hoje do Financial Times, os ministros das Finanças deverão apoiar um plano de reforma (que será apresentado em Outubro), onde se prevê a adopção de provisões bancárias anticiclicas.

Economia europeia arrisca perder potencial
Na frente económica as notícias são também pouco animadoras. Segundo o Il sole 24 ore Juncker avisou ontem para os problemas sociais que poderão resultar de uma subida dramática no desemprego, mencionando também que o produto potencial da União poderá ser afectado dramaticamente. Sobre o impacto da crise no produto potencial os ministros das Finanças que estão hoje reunidos irão analisar o último estudo da Comissão Europeia sobre este tema. O estudo está aqui e diz que o crescimento potencial poderá cair de 2,2% par 1%.

Os impactos permanentes da crise no produto potencial (ou seja no nível e não na taxa de crescimento) forma também estudados pela OCDE num artigo que no início de Junho destacámos aqui com o título Crise pode cortar até 4% ao potencial da economia.

Nos EUA há queixas de atraso no plano anticrise…
Nos EUA o New York Times dá voz aos que se queixam que o plano orçamental norte-americano está a demorar muito tempo a chegar ao terreno. A França surge como exemplo.

… enquanto conselheira de Obama pede uma segunda ronda de estímulos
A Reuters, por seu lado, destaca que uma das conselheiras económicas de Barack Obama defende a necessidade de um segundo plano de estímulo orçamental.

Dean Baker explica em poucas linhas porque é que o estímulo orçamental nos próximos meses não deverá dar grande suporte à economia.

Ainda nos EUA: muito más noticias no mercado imobiliário comercial
Tem passado relativamente despercebido, pelo menos em Portugal, mas os EUA estão agora a passar por uma nova onda de choque no mercado imobiliário, desta vez o comercial. O Calculated Risk tem os últimos números. A taxa de desocupação dos escritórios está a disparar. A crise deverá continuar a até 2011. Este um importante de factor sobre os bancos que se arriscam a ficar com muitos empreendimentos nos seus balanços.

Em Espanha crise trama diálogo social
O aumento do desemprego e a contracção da economia estão a pesar no diálogo social em Espanha. A dois meses de caducar o acordo entre sindicatos, patrões e governos as conversações não chegaram a bom porto, reporta o El País que salienta ainda a elevada taxa de desemprego no país e os elevados custos de despedimento no país.

— e.conomia.info

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