Objectivos do Milénio falhados
6 Julho 2009
A ONU apresentou hoje o seu relatório sobre a evolução dos objectivos do Milénio, que inclui a estimativa de que a crise fez aumentar em 90 milhões o número de pessoas em situação de pobreza extrema no Globo, como escreve a Reuters. William Easterly faz a análise dos últimos números e não tem dúvidas em afirmar que “os objectivos do Milénio não vão ser cumpridos”.
BCE inicia compra de activos
Depois de várias semanas de expectativas, hoje é o dia em que o Banco central Europeu, pela primeira vez na sua história, adquire activos nos mercados. Mais especificamente, a autoridade monetária vai começar a comprar obrigações hipotecárias, com o objectivo de reanimar este mercado, fazendo baixar ainda mais os juros praticados pelos bancos. Mas se hoje é o dia da primeira compra, a verdade é que o anúncio, feito há mais de um mês, já começou a produzir efeitos significativos nos mercados interbancários, como escreve a Bloomberg. Ainda assim, um pouco por toda a Europa, continua a debater-se o facto de os bancos não estarem a passar para as empresas e as famílias a totalidade das descidas de taxas. Em Itália, o “La Repubblica” fala de spreads record nos empréstimos para compras de casa. No Financial Times, Wolfgang Münchau diz que garantir a liquidez, como tem feito o BCE, não chega para assegurar a recuperação completa dos bancos.
Itália em crise recebe G8
A revesta The Economist escreve sobre o encontro do G8 da próxima quarta-feira e destaca o facto de Berlusconi, o anfitrião, se encontrar numa posição particularmente difícil, não por causa dos mais recentes escândalos, mas devido à situação económica muito difícil que atravessa a Itália. Nas previsões de crescimento a médio prazo, os italianos só ficam, em toda a OCDE, à frente de Portugal.
Novo ministro, as mesmas políticas
A três meses das eleições e ainda a meio de uma das mais graves crises económicas da história, Portugal tem um novo ministro da Economia. Como seria de esperar, nas suas primeiras declarações, Teixeira dos Santos não prometeu grandes alterações de política, como conta o Negócios.
— e.conomia.info
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