O maior risco para a recuperação é a inflação elevada lá para 2012, diz Greenspan
26 Junho 2009
O debate em torno de qual deve ser a política seguida agora que o ritmo de contracção da economia está a abrandar mantém-se nos dois lados do Oceano. Alan Greenspan faz hoje uma análise no FT sobre o actual momento económico e financeiro avisando que, na sua opinião, o principal risco a ameaçar a economia norte-americana a médio prazo é a inflação. O ex-líder da Reserva Federal diz que, a acontecer, uma forte subida da inflação deveria ser esperada em 2012, baseando esta data na relação típica entre a evolução dos preços e a liquidez existente na economia. Greenspan explica ainda porque pode ser difícil à Fed secar com a rapidez necessária o excesso de liquidez e propõe algumas soluções. Na frente económica, o economista defende ainda uma explicação pouco comum para os sinais positivos que se têm visto na economia: a subida nos mercados accionistas são não só um sinal avançado do andamento da economia, mas também uma causa do melhor momento económico. Isto porque a subida dos preços dos activos gerou melhorias significativas nos balanços de bancos e empresas, resultando no estímulo significativo sobre a actividade económica. “Eu reconheço que atribuo um papel económico mais importante aos preços das acções do que é o conhecimento convencional. Na minha perspectiva, eles são não só um importante indicador avançado da actividade económica global, mas um contribuidor significativo para essa actividade, operando essencialmente por via dos balanços”, escreve no FT. E claro que isto quer dizer que: “Se as acções caírem novamente para os níveis do início da Primavera ou piores, eu esperaria que os “green shoots” que foram identificados nas semanas mais recentes venham a desaparecer”. Em sentido contrário, George Magnus diz que os riscos de um excesso de endividamento público não são iminentes, apesar da recente subida dos yields da dívida pública.
China insiste em nova divisa internacional de reserva
Apesar de muitos economistas verem a substituição do dólar como principal divisa internacional de reserva como um cenário irrealista a médio prazo, Pequim insiste. Como noticia a Bloomberg, o banco central chinês defende num relatório que “para evitar as deficiências inerentes à utilização de divisas nacionais como reservas, há a necessidade de criar uma divisa internacional de reserva que esteja desligada de Estados soberanos”.
Aperto de crédito na Alemanha
O inédito empréstimo a um ano realizado esta semana pelo BCE levou as taxas de juro do mercado a baixarem ainda mais, mas a verdade é que as empresas europeias continuam a quexar-se da dificuldade de acesso ao crédito. Na Alemanha, como noticia o FT, a associação que representa a poderosa indústria exportadora alertou contra a existência de um aperto de crédito na Alemanha, uma queixa evidente ao BCE e à sua política.
Neoliberalismo e centro esquerda
Nuno Garoupa, no Negócios, diz que o fim do neoliberalismo afectou muito mais o centro esquerda europeu do que a direita. “O centro-esquerda, sem saber bem para que lado se virar, acabou ironicamente como o herdeiro legítimo do neoliberalismo”, afirma.
Reforma da saúde nos EUA dá lucro ao Estado
De forma surpreendente, em entrevista à Slate, o responsável pela gestão do orçamento na Administração Obama, Peter Orszag, garante que o plano de reforma do sistema de saúde proposto pelo presidente dos EUA poderá gerar uma poupança para um orçamento cada vez mais deficitário.
— e.conomia.info
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