Governo não deve permitir cortes de pensões devido à crise
24 Junho 2009
Face à severidade da crise a OCDE desaconselha que formulas automáticas das pensões, como a indexação à inflação que existe em Portugal, leve a cortes nominais destas prestações sociais, escreve o Negócios que obteve do Governo – que está a terminar o mandato – a concordância. Este é o risco efectivo, uma vez que a inflação poderá ser negativa este ano. O Publico, na sua edição impressa, aborda o mesmo relatório da OCDE, salientando o efeito negativo que a crise está ter nos sistemas de pensões, sejam eles por capitalização ou repartição. Os que dependem dos investimentos em bolsa, perdem pelas quedas dos mercados accionistas. Os que dependem das prestações dos trabalhadores perdem pelo forte aumento do desemprego.
Hoje a OCDE apresentou ainda o seu Economic Outlook. A instituição prevê um recuo de 4,5% da economia portuguesa este ano e um défice orçamental de 11,2% do PIB em 2010, escreve o Publico . O valor de crescimento representa uma revisão em baixa da previsão de crescimento para Portugal – que era de % – em contramão com a previsão para as economia mundial para a qual a OCDE revê uma contracção de 4,1%, uma revisão em alta face aos -4,3% anteriores, escreve o Negócios que salienta que foi a primeira revisão em alta em dois anos.
Manifesto de “apenas” 28 economistas portugueses
Rui Tavares, no Público, assinala que o manifesto dos 28 está longe de incluir toda as correntes de economistas. Lembra os nomes de João Rodrigues, Carlos Santos e Pedro Lains como exemplos de economistas que não parecem concordar com a ideia defendida no manifesto.
Banco central francês desafia Sarkozy
Christian Noyer, o presidente do banco central francês, desafia hoje no FT a posição de Nicolas Sarkozy que esta semana afirmou haver bons e maus défices, recusando uma mensagem de contenção e defende políticas expansionistas. O FT cita Noyer a afirmar que é muito importante começar já a pensar na redução do défice, embora não seja ainda o tempo de implentar um plano de contenção orçamental. O Executivo francês aponta para um défice de mais de 7% este ano e no próximo.
Medidas do BCE com impactos positivos
O Financial Times faz um balanço ao impacto da decisão do BCE de comprar de 60 mil milhões de obrigações titularizadas. Os investidores recuperaram confiança nos mercado e nos últimos tempos os bancos já emitiram 36,5 mil milhões de euros nestes títulos, cerca de 6 mil milhões esta semana.
Também hoje o BCE fez o seu primeiro empréstimos de dinheiro aos bancos por 12 meses sem limites de volume a emprestar. Dada a elevada probabilidade de as taxas não baixarem mais, o interesse dos bancos foi recorde, como escreve o Negócios : O BCE emprestou 1.121 bancos um valor máximo em leilão de 442 mil milhões de euros.
Festa do petróleo no Iraque
O Wall Street Journal chama-lhe uma festa de recepção às grandes petrolíferas. O Governo do Iraque apresentou um plano de licitação de direitos de exploração de petróleo no País. A exploração esteve sobre grande controlo durante as três décadas de poder de Saddam Hussein.
Segundo o WSJ e a Reuters, citada pelo The Guardian ,há 32 empresas interessadas, incluindo a Exxon Mobil, a Royal Dutch Shell, a Total e a BP. O Iraque tem as terceiras maiores reservas de petróleo no mundo.
— e.conomia.info
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