França acentua oposição às políticas do BCE
23 Junho 2009
O discurso de ontem de Nicolas Sarkozy no parlamento francês domina os jornais de hoje. O FT assinala a rejeição aos apelos de austeridade que têm vindo a ser feitos pelo BCE. O presidente francês defendeu, como já o tinham feito membros do Executivo gaulês, a diferenciação na contagem do défice das medidas anti-crise.
A Economist destaca o facto de o presidente ter dito que “a recessão colocou o modelo francês de novo na moda”.
No Le Monde, três economistas fazem a leitura das propostas feitas por Sarkozy no seu discurso. No Liberation, o economista Bernard Maris discute o impacto na economia francesa das políticas do BCE.
Em 1930, os jornais também anteviam uma recuperação
É o blogue do Wall Street Journal que relembra : em 1930, um ano depois do colapso da bolsa, o título do jornal anunciava a « proximidade de uma mudança de maré ». A retoma, veio depois a verificar-se, demorou mais uma década e uma guerra mundial para aparacer, o que serve de aviso para o excesso de entusiasmo na recuperação a que actualmente se assiste em muitos sectores. As dúvidas em relação à situação presente são notórias na forma como são interpretados os dados da indústria da Zona Euro: a Bloomberg diz que são um sinal do fim da recessão, o FT diz que a recuperação está a perder força.
A Fed como única opção
Nos EUA, a proposta de Obama de dar mais poder à Fed ao nível da regulação continua a ser discutida. No FT, o anterior membro do banco central, Frederic Mishkin diz que “precisamos desesperadamente de um regulador sistémico e a Fed é a única escolha lógica”. Hoje, no DN, Mário Soares comenta a reforma financeira proposta por Obama.
Análise e crítica ao Manifesto dos 28
Pedro Lains decidiu analisar o Manifesto dos 28, um documento em que 28 economistas pedem ao Governo para reavaliar os grandes projectos de investimento público. Lains diz que o manifesto “É uma opinião e está lá como tal. Ao ler, todos sabemos o que dizem e o que querem os seus signatários. Mas, atenção, muita atenção: não está lá nada provado”. Carlos Santos volta a defender o investimento público, contrariando 5 argumentos que têm sido apresentados contra essa política. Nuno Garoupa critica o tom da oposição feita ao documento.
— e.conomia.info
Envie o seu comentário
← Mercados nervosos sobre indefinições na Fed
→ Governo não deve permitir cortes de pensões devido à crise


