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Credit Suisse dá bónus com lixo tóxico
19 Dezembro 2008

Para problemas novos, nada como soluções inovadoras. O Credit Suisse decidiu atribuir bónus anuais aos gestores e directores no valor de cinco mil milhões de euros em activos tóxicos. Os prémios vão ser pagos com dívida hipotecária e outro tipo de instrumentos pouco líquidos que estiveram na origem da crise financeira. É uma maneira de manter a remuneração dos gestores e, ao mesmo tempo, limpar uma parte do lixo tóxico do balanço da instituição.

— e.conomia.info

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  1. Continuar a beneficiar, ainda que com ironia, os que falham não me parece ser a medida mais adequada. Estes, mal informados, pouco informados ou desinformados por desinteresse – ou interesse na situação irreal que os beneficiava – vêm garantidas as benesses que se projectarão no futuro e que lhes garantirão, ultrapassada a crise, que os prémios(itos…) continuarão a aparecer.
    Pergunto: deverá a atitude do Credit Suisse ser entendida como uma forma de estímulo: “recuperem e terão o benefício”?
    Se sim, parece-me não só correcta como inteligente e se tiver êxito há que efectivamente manter os bónus acordados.
    Adaptar princípios simples e inteligentes como este ao nosso espectro económico e financeiro seria positivo e, porque não, corajoso. Mas o exemplos que a mente nos retém só provam que os ainda não perquiriram como seria exigível num país e numa economia de direito.
    Mas o tema é benefícios e não desagregação de princípios que regem a sociedade e os bens; cá estaremos, certamente que expectantes, para mentalmente degustarmos os resultados obtidos.
    Osvaldo da Cunha e Sá

    — Osvaldo da Cunha e Sá · 13 Fevereiro 2009, 08:25 · #

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