Crise actual teve resposta mais rápida que outras anteriores
12 Dezembro 2008
[Paper] “An Historical Perspective on the Crisis of 2007-2008”
[Autores] Michael D. Bordo
[Publicação] NBER, Dezembro 2008
[Classificação JEL] N10
[Palavras Chave]
(Newsletter nº064 | 15 DEZ | 2008)
Olhar para o passado para compreender o presente e tentar projectar o futuro é um ensinamento antigo que Michael Bordo aproveita neste seu artigo, onde analisa várias crises passadas para tentar encontrar semelhanças e diferenças face à actual situação. Um ponto onde a chamada crise do «subprime» parece não ter paralelo no passado é a rápida e enérgica resposta da política monetária que não aconteceu, por exemplo, na Grande Depressão.
[Artigo] Neste artigo, Michael Bordo olha para várias crises económicas anteriores para tentar fazer o paralelismo com a actual, que começou em 2007 como um problema no segmento do «subprime», e atingiu proporções que há um ano seriam quase impensáveis.
[Abordagem] O autor olha para vários episódios do passado para identificar os pontos em comum e as características próprias da actual crise face a outros episódios históricos. São analisados os problemas ocorridos em 1857, 1893 1907 e 1929-33.
[Conclusões] Como já tem sido referido inúmeras vezes por diversos economistas, a actual crise tem várias características comuns a casos do passado mas também especificidades próprias. Uma das diferenças mais visíveis, no caso americano, foi a resposta rápida da política monetária que não aconteceu, por exemplo, na Grande Depressão.
[Comentário] Em plena crise económica, e ainda sem se ter percebido completamente o caminho que a economia mundial vai tomar, nada como olhar para os ensinamentos do passado. É um exercício muito útil para evitar repetir erros de política económica que podem ser impossíveis de corrigir posteriormente. Das crises anteriores, nomeadamente a de 1929, aprendeu-se que a política monetária deve ser agressiva, que é fundamental garantir que o sistema financeiro se mantém em funcionamento e, finalmente, que a política orçamental tem de ajudar. A maior parte dos países têm revelado ter as lições aprendidas. Mas como em todas as crises, desta sairão novas lições.
— e.conomia.info
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