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Como gerir um fundo soberano?
12 Dezembro 2008

[Paper] “Sovereign Wealth Funds: Stylized Facts about their Determinants and Governance”

[Autores] Joshua Aizenman e Reuven Glick

[Publicação] NBER, Dezembro 2008

[Classificação JEL] E52,E58,F15,F3

[Palavras Chave]

(Newsletter nº064 | 15 DEZ | 2008)

A gestão de um fundo soberano (sovereign wealth fund) não obedece necessariamente à mesma lógica de outros fundos públicos. Este artigo pretende analisar precisamente esta questão, tentar identificar alguns factos estilizados deste tipo de fundos e comparar as estratégias destes instrumentos face aos bancos centrais.

[Artigo] Joshua Aizenman e Reuven Glick analisam os fundos soberanos – os sovereign wealth funds na terminologia anglo-saxónica – e os seus principais factos estilizados. Avaliam também o papel das receitas do petróleo e de outros factores que ajudam a explicar o seu crescimento recente e, também, a lógica da sua gestão.

[Abordagem] Os autores identificam vários indicadores sobre estes fundos, como os activos sob gestão, o tipo de investimentos e a forma como são governados. Utilizam também um modelo para determinar qual o grau de diversificação óptima dos activos de reserva face a um banco central.

[Conclusões] Verifica-se que, se estes fundos querem maximizar a utilidade esperada de um agente representativo do seu país, devem optar por um peso maior de activos estrangeiros com risco. Os fundos com um peso reduzido de activos públicos estrangeiros, têm vantagem em optar por uma gestão de carteira semelhante a um banco central.

[Comentário] Os fundos soberanos têm um papel cada vez mais relevante a nível internacional, mas continuam a ser ainda muito pouco transparentes. Este artigo ajuda a compreender a lógica deste tipo de instrumentos financeiros que, em vários países, são uma espécie de braço armado da política externa.

— e.conomia.info

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