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Propostas para ajustar os preços das casas nos EUA e, assim, abreviar a crise
8 Dezembro 2008

[Paper] “The Key to Stabilizing House Prices: Bring Them Down”

[Autores] Dean Baker

[Publicação] CEPR, Dezembro 2008

[Classificação JEL]

[Palavras Chave]

Newsletter nº063 | 9 DEZ | 2008)

O mercado hipotecário norte-americano continua inflacionado em muitas regiões e enquanto não houver um ajustamento dos preços aos fundamentais, as perdas das famílias e dos bancos deverão continuar em ritmo lento e com desfecho incerto. Dean Baker propõe que o Estado promova um ajustamento rápido dos preços ainda inflacionados. Como? Fazendo com que as empresas publicas que dominam a quase totalidade do mercado de secundário de hipotecas (Fannie Mae, Freddie Mac,
e Ginnie Mae) deixem de aceitar para titularização as hipotecas sobre-avaliadas (que se concentram apenas em algumas regiões). A medida teria de ser acompanhada de políticas de apoio às famílias que mais perderiam no curto prazo ao verem o valor das suas casas cair bruscamente (em alguns casos até 30%).

[Artigo] A bolha nos preços das casas nos EUA, uma das raízes da actual crise, tem estado arredada da primeira páginas dos jornais, mas esta continua a ser uma variável central para que se chegue ao fundo das actuais dificuldades. As regiões mais inflacionadas são a costa Oeste, a Florida e a Costa Este a norte de Washington. Baker entende que quanto antes se voltar ao equilíbrio melhor será para a recuperação e propõe soluções.

[Abordagem] Entre 1996 e 2006 o preço das casas nos EUA cresceu cerca de 80% contra um aumento de apenas 4% no preço das rendas. As empresas públicas de titularização pactuaram com a bolha, devem agora agir para um rápido ajustamento.

[Conclusões] Se as empresas públicas que dominam o mercado secundário de titularizações nos EUA aceitarem apenas contratos de hipotecas com preços razoáveis (uma determinada percentagem do valor das rendas), então os bancos deixariam de produzir hipotecas sobreavaliadas e, logo, os preços inflacionados regressariam a valores próximos da tendência histórica. A proposta implica que algumas famílias vão registar fortes perdas de riqueza: para estas o autor propõe que o Estado permita a criação de contratos de arrendamento de longo prazo, com opção de compra no fim.

[Comentário] A ideia de permitir que os donos das habitações que mais desvalorizam possam contratar com os bancos arrendamentos de longo-prazo das suas casas (com possibilidade de compra no final) aproxima-se ao modelo criado pelo Governo português com o fundo de arrendamento imobiliário aprovado no OE. Há contudo uma diferença: Portugal não tem um problema de imobiliário como os EUA.

— e.conomia.info

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