Mercado imobiliário do Reino Unido terá queda adicional de 30 por cento
23 Novembro 2008
[Paper] “Housing Market Risks in the United Kingdom”
[Autores] Robert F. Martin
[Publicação] Federal Reserve Board, Novembro 2008
[Classificação JEL] E21, E22, R21
[Palavras Chave] Rent price ratio, house price, measurement
(Newsletter nº061 | 24 NOV | 2008)
O preço das casas no Reino Unido ainda deverá cair mais 30 por cento, prolongando por vários anos a crise no mercado imobiliário. A conclusão é retirada tendo em conta a evolução nos últimos anos do rácio entre preço e renda que se tem verificado na economia britânica.
[Artigo] O Reino Unido é, a par com a Irlanda e a Espanha, um dos países europeus que apresenta problemas mais graves no seu mercado imobiliário. Subidas muito fortes dos preços das casas, desenvolvimento de um mercado semelhante ao subprime norte-americano e escalada do rácio preço-renda na habitação foram algumas das características a que se assistiu nesta economia desde o final dos anos 90 até há pouco mais de um ano. Desde então, para surpresa de muita gente, a correcção destes movimentos tem vindo a acontecer de forma abrupta, lançando a economia e o sector financeiro numa das suas maiores crises dos últimos cem anos. Até onde é que esta correcção poderá chegar?
[Abordagem] O autor usa uma única medida – o rácio entre os preços da casas e as rendas – para prever a evolução dos preços no mercado imobiliário britânico, nomeadamente, qual terá que ser a queda para que se consiga restaurar a estabilidade.
[Conclusões] Se se considerar o rácio preço-renda como o indicador adequado para prever a evolução do mercado imobiliário, o preço das casas no Reino Unido vai continuar a cair de forma acentuada no curto e médio prazo. Tendo em conta as condicionantes macroeconómicas, as limitações da política monetária e a existência de segmentos de crédito de elevado risco, a descida de preços pode continuar a um ritmo anual de 4,3 por cento durante sete anos, ou seja, uma queda adicional de 30 por cento.
[Comentário] Não é só nos Estados Unidos que os excessos praticados no mercado imobiliário vão agora forçar a uma correcção profunda e prolongada, com consequências graves na actividade económica. Reino Unido, Irlanda e Espanha são alguns dos países europeus em que esta situação é já bastante evidente.
— e.conomia.info
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