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EUA têm mais filhos que outros países desenvolvidos porque as mulheres se integraram melhor no mercado de trabalho
21 Novembro 2008

[Paper] “The Future of American Fertility”

[Autores] Samuel H. Preston e Caroline Sten Hartnett

[Publicação] NBER Novembro 2008

[Classificação JEL] H0,H55,J11,J13

[Palavras Chave]

(Newsletter nº061 | 24 NOV | 2008)

A facilidade com que as instituições americanas se adaptaram à maior participação das mulheres no mercado de trabalho e aos seus salários relativos mais elevados é o segredo para a maior fertilidade dos EUA face a outros países desenvolvidos. É a conclusão deste estudo divulgado pelo National Bureau of Economic Research (NBER).

[Artigo] Neste trabalho, Samuel Preston e Caroline Hartnett traçam algumas das principais tendências demográficas nos EUA e tentam prever como poderão ser as próximas três décadas. Há várias mudanças de fundo em curso e os autores pretendem compreender que consequências terão em termos de fertilidade.

[Abordagem] Os autores analisam um vasto conjunto de informação estatística sobre a população norte-americana para tentar traçar o perfil das transformações que estão a acontecer e que vão definir a sociedade dos EUA no futuro.

[Conclusões] Uma das principais conclusões aponta para que o aumento da população hispânica tenha um efeito positivo na fertilidade mas que seja compensado pela subida do nível de educação. Verifica-se ainda, entre outras coisas, que os salários relativos mais elevados das mulheres alteraram a relação de forças entre sexos e que uma das explicações para a maior fertilidade nos EUA quando comparados com outros países desenvolvidos é precisamente a facilidade com que as instituições se adaptaram a esta situação e à maior maior participação das mulheres no mercado de trabalho.

[Comentário] As diferentes taxas de fertilidade nos vários grupos sociais podem ajudar a explicar movimentações de fundo nas escolhas políticas e, assim, condicionar a evolução da economia. Numa altura em que os EUA elegeram o seu primeiro presidente afro-americano, é interessante perceber como poderá vai ser a sociedade americana nas próximas três décadas.

— e.conomia.info

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