Home     Quem Somos     Parceiros     Colabore




Euro não ajudou a reformar o mercado de trabalho
17 Novembro 2008

[Paper] “The Euro and Structural Reforms”

[Autores] Alberto Alesina, Silvia Ardagna e Vincenzo Galasso

[Publicação] NBER, Novembro 2008

[Classificação JEL] H10

[Palavras Chave]

(Newsletter nº060 | 17 NOV | 2008)

Terá a introdução do euro facilitado as reformas estruturais nos países da zona euro? Alesina, Adagna e Galasso concluem que sim mas apenas no mercado de bens e serviços. No mercado de trabalho, a moeda única apenas teve consequências em termos de moderação salarial.

[Artigo] O objectivo deste paper é avaliar em que medida o arranque da moeda única em 1999 facilitou as reformas estruturais nos países da União Económica e Monetária (UME). Como reformas estruturais consideraram-se a desregulação do mercado de bens e serviços ou a liberalização/desregulação do mercado de trabalho.

[Abordagem] Os autores basearam-se numa análise em empírica, a partir de dados das reformas estruturais ocorridas a partir de 1999. Avaliaram não apenas as medidas tomadas, mas o ritmo das reformas que foram realizadas nos países do euro comparativamente a outros da OCDE para tentar encontrar uma eventual relação com o arranque da UEM.

[Conclusões] Alesina, Adagna e Galasso concluíram que a introdução do euro esteve associado a uma aceleração do ritmo de reformas estruturais no mercado de bens e serviços mas não no mercado de trabalho, embora tenha havido uma moderação generalizada nos salários.

[Comentário] O diferente impacto do euro nos mercados do produto e de trabalho poderá estar relacionado, por um lado, com o poder relativo dos sindicatos e organizações patronais, e, por outro, com políticas específicas para promoção do mercado interno que visam normalmente o mercado de bens e serviços.

— e.conomia.info

---

Envie o seu comentário

*
* (não será publicado)
*
  * campos de preenchimento obrigatório