Crises e restrições à circulação de capitais dificultam integração financeira das economias emergentes
9 Novembro 2008
[Paper] “Crises, Capital Controls and Financial Integration”
[Autores] Eduardo Levy Yeyati, Sergio L. Schmukler e Neeltje Van Horen
[Publicação] Banco Mundial, Novembro 2008
[Classificação JEL] F30; F36; G15
[Palavras Chave] international financial integration, emerging market finance, ADRs, market segmentation, law of one price
(Newsletter nº059 | 10 NOV | 2008)
As restrições à liberdade de circulação de capitais e as crises dificultam a integração financeira das economias emergentes, ao afectar as cotações das acções nos mercados domésticos quando comparadas com os valores fixados nas bolsas internacionais. Quando se limita a entrada, o valor doméstico é mais baixo que o internacional, quando se restringe a saída é valorizado o mercado doméstico.
[Artigo] Eduardo Levy Yeyati, Sergio L. Schmukler e Neeltje Van Horen analisam os efeitos do controlo de capitais e das crises na integração financeira internacional, com base no comportamento das acções de economias emergentes que são simultaneamente negociadas em mercados nacionais e internacionais.
[Abordagem] Os autores recorrem ao prémio cross-market, ou seja, o rácio da cotação no mercado doméstico sobre a cotação internacional, para medir a forma como o controlo de capitais e as crises afectam a integração.
[Conclusões] O artigo mostra que o controlo da circulação de capitais tem influência no prémio cross-market. Restrições à entrada de capitais, pressionam a descida dos mercados domésticos face aos internacionais. No caso de serem restringidas, as saídas, o efeito é oposto. Verifica-se ainda que as crises afectam a integração financeira porque tornam este prémio mais volátil e pressionam a queda relativa das cotações domésticas.
[Comentário] Estes resultados ajudam a explicar o porquê de, em situações de crises financeiras, como a que se vive actualmente, os mercados emergentes serem normalmente mais penalizados. Além do facto de os investidores internacionais retirarem os investimentos para outras paragens, por razões de gestão das suas carteiras, os mercados emergentes são também afectados pelo agravamento da segmentação doméstica/internacional que estas crises provocam.
— e.conomia.info
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