Países da zona euro sentem menos as suas políticas internas depois do euro
9 Novembro 2008
[Paper] “The Political Economy Under Monetary Union: Has Euro Made a Difference?”
[Autores] Marcel Fratzscher e Livio Stracca
[Publicação] BCE, Novembro 2008
[Classificação JEL] F31; F33; G14
[Palavras Chave] EMU, political economy, political news, monetary policy, fiscal policy, stock markets, transmission
(Newsletter nº059 | 10 NOV | 2008)
A moeda única veio ajudar a diminuir os efeitos das políticas internas nas economias domésticas, em particular naquelas com um histórico de menor qualidade das instituições e das políticas, mas ajudou a propagá-los pela zona euro. É a conclusão deste artigo publicado pelo Banco Central Europeu, da autoria de Marcel Fratzscher e Lívio Stracca.
[Artigo] Este artigo analisa o papel da política económica como mecanismo de transmissão dos efeitos da união económica e monetária (UEM) na Europa, já que esta implicou uma transferência da política monetária para um banco central único e uma perda de soberania, ainda que parcial, na política orçamental.
[Abordagem] Os autores utilizam uma abordagem event-study para estimar o impacto que a moeda única teve na transmissão de choques políticos na zona euro, com base num conjunto de informação relativo ao período entre 1989 e 2008.
[Conclusões] Verifica-se que a UEM ajudou a reduzir os choques políticos nas economias domésticas dos estados-membros, mas amplificou a sua propagação dentro da zona euro. Conclui-se ainda que os países com um histórico de menor qualidade das instituições e da política económica tiraram maior partido desta situação.
[Comentário] Este working paper do Banco Central Europeu vem mostrar que a moeda única teve enorme importância para as economias com maiores dificuldades antes das instituições, quer em termos de políticas, quer nas suas instituições. É mais uma vantagem que já se pode contabilizar na coluna dos proveitos da união monetária na Europa e que, para um país como Portugal, com todas as dificuldades que viveu nas décadas de 70 e 80, deve ser devidamente valorizada.
— e.conomia.info
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