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Comércio beneficia mais de uniões monetárias quando economias são semelhantes
2 Novembro 2008

[Paper] “Trade Effects of Currency Unions: Do Economic Dissimilarities Matter?”

[Autores] Giorgia Albertin

[Publicação] FMI, Outubro 2008

[Classificação JEL] F12; F15

[Palavras Chave] Currency Union; Enlargement; Economic Dissimilarities, Intra-industry Trade

(Newsletter nº058 | 03 NOV | 2008)

Quanto mais diferentes forem as economias dos países participantes numa união monetária, menores os ganhos de comércio bilateral. Esta é a principal conclusão deste artigo de Giorgia Albertin publicado pelo Fundo Monetário Internacional.

[Artigo] Este artigo pretende avaliar de que forma é que as diferenças entre as economias afectam os efeitos das uniões monetárias. Trata-se de mais um contributo para tentar compreender as consequências deste tipo de arranjos monetários, que tem sido uma área com bastante produção académica nos últimos anos, em grande parte relacionada com a União Económica e Monetária na Europa.

[Abordagem] Os autores recorrem a um modelo em equilíbrio geral para tentar estimar os efeitos da formação de uma união monetária e do seu alargamento a países com diferentes economias.

[Conclusões] Conclui-se, uma vez mais, que a criação de uma união monetária aumenta as trocas comerciais bilaterais entre os países participantes. É o chamado ‘efeito Rose’ por ter sido Andrew Rose o primeiro a estimá-lo. Verifica-se, contudo, que estes ganhos são menores quando as economias dos países são mais diferentes entre si.

[Comentário] Este resultado vêm reforçar, uma vez mais, a ideia das zonas monetárias óptimas como referencial para dois ou mais países resolverem avançar para a partilha de uma mesma moeda. Ao mostrar que as semelhanças entre as economias trazem maiores ganhos de comércio – uma das grandes vantagens desde tipo de uniões – estão a lembrar que este referencial deve ser tido em conta e que os países devem ser ‘parecidos’ à partida ou pelo menos fazer um esforço nesse sentido. Ainda assim, a confirmar-se a hipótese de endogeneidade, isto é, a zona monetária aproximar-se do óptimo depois de ter a circular uma mesma moeda, pode esperar-se um aumento dos ganhos de comércio com o passar do tempo.

— e.conomia.info

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