Boom no crédito ajuda crescimento mas fragiliza sistema financeiro
5 Outubro 2008
[Paper] “An Anatomy of Credit Booms: Evidence
From Macro Aggregates and Micro Data”
[Autores] Enrique G. Mendoza e Marco E. Terrones
[Publicação] FMI, Outubro 2008
[Classificação JEL] E32; E44; E51; G21
[Palavras Chave] credit booms; business cycles; emerging mar
(Newsletter nº054 | 6 OUT | 2008)
Deixar o crédito bancário crescer rapidamente ajuda a economia a crescer mas pode ter alguns riscos. Agrava o défice externo, pode valorizar demasiado os activos, fragiliza a banca e incentiva o endividamento. São algumas das conclusões deste artigo publicado esta semana pelo Fundo Monetário Internacional.
[Artigo] Os economistas Enrique Mendoza e Marco Terrones estudam as características dos períodos de boom no crédito dos países industrializados e economias emergentes, quer em termos macro quer microeconómicos.
[Abordagem] Os autores analisaram dados de 48 países entre 1960-2006 e identificaram 27 casos de boom no crédito nas economias industrializadas e 22 nas emergentes. A partir daqui avaliaram o comportamento das variáveis macroeconómicas e também das empresas e do sistema financeiro.
[Conclusões] Conclui-se que as fases de boom no crédito estão associadas a expansão económica, valorização dos activos e agravamento do défice externo. A nível mais microeconómico, verifica-se que está relacionado com maior alavancagem financeira das empresas e leva à sua valorização, mas fragiliza do sistema bancário.
[Comentário] O facto do crédito ser um importante instrumento para dinamizar uma economia pode ajudar a explicar o porquê dos Governos, por vezes,serem demasiado complacentes nestes períodos. Pode ser esta uma das razões a justificar a forma como a administração norte-americana, primeiro de Clinton e depois de Bush, deixaram o sector financeiro assumir riscos cada vez maiores nos últimos anos.
— e.conomia.info
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