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Nem só os exportadores ganham com a escalada do crude
19 Julho 2008

[Paper] “Bank Recycling of Petro Dollars to Emerging Market Economies During the Current Oil Price Boom”

[Autores] Johannes Wiegand

[Publicação] FMI, Julho 2008

[Classificação JEL] F32, F34, G15, G21, Q33

[Palavras Chave] Petro dollars, capital flows, oil exporters, emerging markets, bank lending

(Newsletter nº043 | 21 JUL | 2008)

A escalada do preço do petróleo tem importantes consequências nos fluxos financeiros internacionais. Neste artigo, publicado na semana passada pelo Fundo Monetário Internacional, Johannes Wiegand analisa o efeito de “reciclagem” dos excedentes em países exportadores através da banca que vai acabar por servir para financiar outras economias emergentes.

[Artigo] Este artigo analisa os fluxos financeiros relacionados com a subida do preço do petróleo. Isto é, a forma como os chamados petrodólares são utilizados pelos países com excedentes da balança corrente e qual o papel da banca nesse processo. Os bancos surgem não apenas como destino dos investimentos, em depósitos, por exemplo, mas também como fonte de financiamento para empréstimos a economias emergentes.

[Abordagem] A análise é feita a partir de um modelo econométrico que relaciona os créditos a economias emergentes com os depósitos de países exportadores de petróleo e estes com as receitas das vendas de crude.

[Conclusões] O autor conclui que a actual “reciclagem”dos petrodólares para as economias emergentes, ou seja, créditos bancários com base em depósitos gerados pelos países com excedentes, é quase tão importante como a verificada nas décadas de 70 e 80 nos anteriores choques petrolíferos. A grande diferença é que grande parte destes excedentes estão a ser gerados fora do Médio Oriente, em países como a Rússia, a Nigéria ou a Líbia.

[Comentário] Uma das consequências de uma quebra nos preços do petróleo é que, de acordo com este artigo, pode causar um redução do financiamento às economias emergentes. Johannes Wiegand avisa que os países do Leste Europeu podem ser dos mais afectados.

— e.conomia.info

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