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Petróleo em África só vale a pena com instituições e infra-estruturas de qualidade
11 Julho 2008

[Paper] “Africa’s Oil Abundance and External Competitiveness: Do Institutions Matter?”

[Autores] Mahvash Saeed Qureshi

[Publicação] FMI, Junho 2008

[Classificação JEL] F12, F41, O13, Q32

[Palavras Chave] oil abundance, competitiveness, institutions, gravity model, sub-Saharan Africa

(Newsletter nº042 | 14 JUL | 2008)

Este trabalho do Fundo Monetário Internacional tenta compreender porque é que os países ricos em petróleo da Africa sub-sahariana não têm os ganhos de competitividade de outras economias com riquezas naturais semelhantes em outras regiões. As conclusões apontam para que a qualidade das instituições e das infra-estruturas possam ser duas das principais razões.

[Artigo] Este artigo analisa a competitividade estrutural das economias sub-saharianas exportadoras de petróleo face a outros países em desenvolvimento exportadores de crude. O objectivo é, não só observar estas diferenças, mas também tentar compreender as razões da sua existência.

[Abordagem] Os autores identificam e comparam os factores que influenciam a competitividade estrutural das economias ricas em petróleo, africanas e não africanas. São analisados vários indicadores estruturais com o propósito de medir os desempenhos relativos destas economias.

[Conclusões] Verifica-se que os países africanos ricos em petróleo estão atrás de outros países exportadoras em termos de diversificação, quota de mercado global e ambiente de investimento. Conclui-se também que a qualidade das instituições e das infra-estruturas é determinante para a forma como os ganhos do sector exportador petrolífero passam para os outros sectores de actividade.

[Comentário] A qualidade institucional e as infra-estruturas são os grandes responsáveis pela dificuldade dos ganhos conseguidos no sector petrolífero chegarem aos restantes sectores de actividade. Estes problemas estão associados, muitas vezes, a regimes políticos que, com as suas políticas, dificultam que as riquezas naturais possam ser melhor aproveitadas e cheguem a uma maior percentagem da população.

— e.conomia.info

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