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Não basta olhar para o QI das crianças, é preciso ver também as outras capacidades
8 Junho 2008

[Paper] “Schools, Skills and Sinapses”

[Autores] James Heckman

[Publicação] NBER, Junho 2008

[Classificação JEL] A12

[Palavras Chave]

(Newsletter nº037 | 11 JUN | 2008)

O crime, a gravidez na adolescência ou o abandono escolar estão associados a baixos níveis de capacidades para viver em sociedade. É uma das conclusões deste extenso trabalho do prémio Nobel da Economia de 2000, James Heckman, que analisa em detalhe o papel das capacidades cognitivas e não cognitivas das crianças no seu desempenho futuro como adultos.

[Artigo] Este artigo é um olhar em profundidade para a relação entre capacidades das crianças e o seu sucesso futuro. O objectivo é compreender de que forma é que estas condicionam o seu desempenho em adultos, quais são as capacidades que é possível desenvolver e de que forma as políticas públicas podem intervir.

[Abordagem] Heckman analisar a relação entre as capacidades (cognitivas e não cognitivas) das crianças e diversas variáveis que medem o seu sucesso futuro. Olha também para vários resultados anteriores nesta área.

[Conclusões] O artigo tem um vasto conjunto de conclusões que relacionam capacidades das crianças e comportamentos futuros em adulto, tais como: muitos problemas como a criminalidade ou a gravidez na adolescência estão associados a fracas capacidades e qualidades; as políticas destinadas a combater estas desigualdades centram-se essencialmente na medição do quociente de inteligência (QI) e não olham para as capacidades não cognitivas e ambas são relevantes para o sucesso; a intervenção da sociedade e das políticas públicas permite melhorar as capacidades das crianças mais desfavorecidas.

[Comentário] Além de ser uma compilação muito completa de vários resultados relacionados com as capacidades individuais e o sucesso, este estudo mostra também que há espaço para a intervenção do Estado na redução das desigualdades. Revela ainda também que não se deve olhar apenas para as capacidades cognitivas e para o ensino formal, mas apostar no desenvolvimento de capacidades não cognitivas nas crianças como a auto-confiança, a persistência ou a motivação.

— e.conomia.info

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