Estabilizadores automáticos deixaram de funcionar na década de 90
18 Maio 2008
[Paper] “Government Size and Output Volatility: Should We Forsake Automatic Stabilization?”
[Autores] Xavier Debrun, Jean Pisani-Ferry e André Sapir
[Publicação] FMI, Maio 2008
[Classificação JEL] E62, E63
[Palavras Chave] Output volatility, government size, automatic stabilizers
(Newsletter nº034 | 19 MAI | 2008)
A partir do momento em que o Estado tem um peso na economia acima de 40%, os ganhos de estabilização macroeconómica são residuais. É uma das conclusões deste estudo que revela ainda que nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), a partir dos anos 90, os estabilizadores automáticos deixaram de funcionar.
[Artigo] Neste artigo, André Sapir, Jean Pisani-Ferry e Xavier Debrun analisam a relação entre a dimensão do Estado e a volatilidade do produto. O objectivo é perceber se se confirma a ideia de que, quanto maior o peso do sector público, maior o alcance dos estabilizadores automáticos e, por isso, menores são as oscilações na economia.
[Abordagem] Além de fazerem uma revisão da literatura sobre este tema, os autores recorrem a um modelo econométrico para os países da OCDE onde estimam a importância de diversas variáveis – como a dimensão do Estado, a política monetária ou o sistema financeiro – na volatilidade do produto.
[Conclusões] Conclui-se, em primeiro lugar, que o contributo dos estabilizadores automáticos pode ter desaparecido a partir dos anos 90. Embora os resultados apontem para que a dimensão do Estado possa ser importante, quando se consideram outros factores esta deixa de trazer vantagens adicionais relevantes a partir do momento em que passa os 40% do produto.
[Comentário] Com economias globalizadas e mercados de capitais cada vez mais integrados, a volatilidade das economias deixa muitas vezes de estar nas mãos dos Governos e dos seus estabilizadores automáticos orçamentais (despesa e receita). Principalmente a partir de determinado peso. De acordo com este artigo, são outras formas de intervenção mais indirecta, como a política monetária, que têm efeitos mais significativos.
— e.conomia.info
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