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O euro não sobe o mesmo para todas as empresas exportadoras
4 Maio 2008

[Paper] “Hedging and invoicing strategies to reduce exchange rate exposure: a euro-area perspective”

[Autores] Björn Döhring

[Publicação] Comissão Europeia, Janeiro 2008

[Classificação JEL] F23, F31 e G32

[Palavras Chave] exchange rate risk, invoicing currency, hedging, derivatives

(Newsletter nº032 | 05 MAI | 2008)

A Europa importa mais em dólares do que exporta na moeda norte-americana e as grandes empresas da zona euro usam activamente estratégias de cobertura de risco cambial. Estes são factores que ajudam a explicar a resistência da economia europeia à apreciação do euro. Estas são conclusões do economista da Comissão Europeia que, através de um inquérito, estuda as várias estratégias de cobertura de risco cambial e de escolha de moeda de exportação de algumas das maiores empresas europeias.

[Artigo] O trabalho procura explicar a exposição das empresas da zona euro a outras moedas e como é que estas se defendem dos efeitos da taxa de câmbio nas suas actividades.

[Abordagem] O autor explica os três riscos (transação, económico e transferido) e as várias estratégias de protecção através de“hedgings” financeiro e operacional. Analisa, com base nos resultados de um inquérito, a forma como as grandes empresas não financeiras da Zona Euro (as pertecentes ao indice bolsista EurosStoxx50) se protegem do risco cambial.

[Conclusões] Todas as 33 empresas não financeiras no índice EuroStoxx50 estão exposta ao risco cambial e todas têm politicas activas de gestão deste risco através da utilização de derivados financeiros. Destas, 22 adoptam ainda estratégias de cobertura natural: procuram tornar equivalentes as receitas e as despesas nas moedas estrangeiras (assim os activos e as responsabilidades). A maioria das exportações das empresas da Zona Euro são feitas em euros, mas as exportações em dólares são expressivas e superam largamente o volume de exportações para os EUA. As exportações em dólares são inferiores às importações o que, em termos macroecómicos, quer dizer que a Europa até ganha com a apreacição do euro face ao dólar.

[Comentário] O trabalho faz uma explicação clara dos vários instrumentos que permitem a cobertura do risco cambial: do lado dos instrumentos financeiros, descreve os futuros, os swaps, as opções e a tomada de dívida estrangeira; A diversificação de mercados ou procurar tornar equivalentes as receitas e despesas na moeda estrangeira são exemplos de instrumentos operacionais. O economistas dá uma ideia da sua utilização na Zona Euro e analisa o uso concreto dos vários instrumentos por parte de grandes empresas europeias. Este trabalho torna evidente que as principais perdedoras com a valorização do euro são as pequenas e médias empresas exportadoras e os países onde elas têm mais importância (como Portugal).

— e.conomia.info

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