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Euro com efeitos directos positivos no crescimento, mas apenas no coração da Europa
5 Maio 2008

[Paper] “The Impact of EMU on Growth and
Employment”

[Autores] Ray Barrell, Sylvia Gottschalk, Dawn Holland, Ehsan Khoman, Iana Liadze e Olga Pomerantz

[Publicação] Comissão Europeia, Abril 2008

[Classificação JEL]

[Palavras Chave]

(Newsletter nº032 | 05 MAI | 2008)

A União Económica e Monetária criada há dez anos na Europa está a contribuir para um maior crescimento, mas o efeito positivo é bastante menos notório nos países da periferia, assistindo-se, como afirmam os autores deste estudo, a uma “aglomeração para o coração da União”.

[Artigo] O desempenho da economia da Zona Euro, desde que a moeda única foi criada há dez anos, tem sido marcado por um ritmo de crescimento que fica abaixo do conseguido por outros países europeus que não adoptaram o euro. Este estudo, no entanto, analisa os impactos directos e indirectos que a nova divisa tem no PIB efectivo e potencial da Zona Euro, encontrando vantagens de que outros países não estão a beneficiar.

[Abordagem] Os autores analisam a evolução de vários indicadores nos períodos antes e depois da criação da União Económica e Monetária e tanto para os países que adoptaram o euro como para os que não o fizeram. Em particular são analisados três canais através dos quais o euro pode beneficiar a economia: maior transparência, integração dos mercados financeiros e ambiente macroeconómico mais estável.

[Conclusões] A União Económica e Monetária teve um impacto directo positivo no crescimento nas economias centrais da Zona Euro, como a Alemanha, França, Itália, Bélgica e Holanda, onde o acréscimo de produção pode vir a chegar a dois por cento. Nas economias mais pequenas e periféricas, como a Finlândia, o impacto directo é pouco evidente. Como afirmam os autores, os resultados “podem sugerir que a União Económica e Monetária promoveu a aglomeração para o coração da União”. Para além dos efeitos directos, é ainda encontrado um efeito indirecto positivo que está relacionado com uma menor volatilidade no crescimento, um fenómeno de que os países mais periféricos também beneficiaram.

[Comentário] A primeira década na Zona Euro, tem coincidido, em Portugal, com um dos períodos de crescimento mais moderado do último meio século. Vários factores exteriores à adopção da nova divisa podem explicar o fenómeno, mas o facto de, como mostra este estudo, o contributo positivo do euro para o crescimento se estar a registar sobretudo no centro da Europa também não ajuda.

— e.conomia.info

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