Home     Quem Somos     Parceiros     Colabore




Investimento acelerou défices correntes no Leste Europeu
20 Abril 2008

[Paper] “Current Account Developments in New Member States of the European Union: Equilibrium, Excess, and EU-Phoria”

[Autores] Jesmin Rahman

[Publicação] FMI, Abril 2008

[Classificação JEL] F32, F41

[Palavras Chave] Current account norm; macroeconomic balance approach; European Union

(Newsletter nº030 | 21 ABR | 2008)

O esforço de investimento – nacional e estrangeiro – levou a que muitos países do Leste Europeu, que fazem hoje parte da União Europeia, tenham tido um agravamento dos seus défices da balança corrente. A solução agora é apostar nos sectores que produzem bens transaccionáveis para tentar resolver o problema através das exportações.

[Artigo] Este artigo analisa o saldo da balança corrente nos países de Leste que entraram na União Europeia desde 2004 ao longo dos últimos quinze anos. O propósito é saber se os saldos elevados, em média, são explicados pelos fundamentais macroeconómicos de médio prazo, quais as razões que explicam os comportamentos divergentes entre eles e qual a dimensão do desafio que estes países enfrentam para reverter a situação.

[Abordagem] Os autores recorrem a dados de painel para 59 países para tentar responder às questões colocadas. Nomeadamente, para determinar a importância das variáveis macroeconómicos e as razões por detrás dos vários défices correntes nestas economias.

[Conclusões] Os países com maiores défices correntes tiveram grandes agravamentos entre 2003 e 2006. A principal razão foram os fluxos de investimento directo estrangeiro. A solução para o desequilíbrio deve passar pelo aumento das exportações que só será conseguida com uma maior aposta nos sectores que produzem bens transaccionáveis.

[Comentário] Os saldos das balanças correntes, como outras variáveis económicas, podem ter fenómenos de «overshooting» em fases de mais rápida convergência económica. Neste caso, parece ter sido o investimento estrangeiro e nacional, e a consequente fraca taxa de poupança, que levou ao agravamento das contas externas.

— e.conomia.info

---

Envie o seu comentário

*
* (não será publicado)
*
  * campos de preenchimento obrigatório