Imigração promove o comércio português
12 Abril 2008
[Paper] “Using the Gravity Equation to Explain the Portuguese Imigration-Trade Link”
[Autores] Horário Faustino, Nuno Leitão
[Publicação] ISEG, Abril 2008
[Classificação JEL] C33, F11, F12, F22
[Palavras Chave] intra-industry trade; immigration; gravity model; panel data
(Newsletter nº029 | 14 ABR | 2008)
A entrada de imigrantes é uma vantagem competitiva para Portugal. Este trabalho de Horário Faustino e Nuno Leitão mostra que a sua vinda aumenta a partilha do conhecimento e promove as trocas internacionais dentro de um mesmo sector (intra-industry). Este efeito é maior quando se tratam de imigrantes vindos de países latinos.
[Artigo] O artigo pretende analisar a relação entre a imigração para Portugal e as trocas comerciais bilaterais. O objectivo é estimar a importância da entrada de imigrantes na economia portuguesa para os fluxos de importações e exportações dentro do mesmo sector de actividade.
[Abordagem] Os autores recorreram à tradicional metodologia da equação gravitacional, muito utilizada em trabalhos empíricos sobre comércio internacional, com dados de painel para tentar medir esta ligação entre imigração e trocas comerciais. As estatísticas utilizadas foram recolhidas do Instituto Nacional de Estatística, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e Banco Mundial.
[Conclusões] Confirma-se que a entrada de imigrantes tem efeitos positivos em termos de disseminação do conhecimento e que isto diminui os custos de transacção que são um factor essencial em termos de comércio internacional. Conclui-se que, quando os imigrantes são originários de países latinos, o efeito nas trocas comerciais é superior.
[Comentário] Para um país como Portugal, onde a população está praticamente estagnada, este é apenas mais um resultado que ilustra os benefícios da imigração. Principalmente de alguma imigração mais qualificada, como a que tem acontecido nos últimos anos a partir de vários países do Leste Europeu.
— e.conomia.info
Envie o seu comentário
← Aumento do tráfego aéreo não aumenta acidentes
→ Aperto no crédito pode custar 1,5 pontos ao crescimento nos EUA


