Bancos grandes, pouco eficientes e com pouca concorrência são alvos de OPA estrangeiras
6 Abril 2008
[Paper] “Cross-border Bank Acquisitions: Is there a Performance Effect?”
[Autores] Ricardo Correa
[Publicação] Reserva Federal, Março 2008
[Classificação JEL] F21, F23, G21, G34
[Palavras Chave] Mergers and Acquisitions, Performance, International Banking.
(Newsletter nº028 | 7 ABR | 2008)
Os bancos que estão mais sujeitos a serem alvo de uma OPA proveniente do estrangeiro são os que, em países pequenos, têm uma dimensão maior e são pouco eficientes. O facto do sector bancário ser concentrado também ajuda a aguçar o apetite por operações de aquisição iniciadas além-fronteira.
[Artigo] Com base na experiência passada no sector bancário, o autor tenta responder às seguintes questões: Quais os factores que influenciam aquisições realizadas entre países diferentes? Será que este tipo de operações melhora o desempenho da entidade visada? Existe alguma diferença no impacto produzido em países desenvolvidos e emergentes? O impacto depende das características do país de onde partiu a operação de aquisição?
[Abordagem] Utilizando uma base de dados que inclui 220 aquisições realizadas entre bancos de países diferentes durante o período de 1994 a 2003, este artigo verifica quais as condições existentes dois anos antes da operação e qual o efeito registado dois anos depois.
[Conclusões] Os resultados apontam para que os bancos com maior probabilidade de serem o alvo de uma operação de aquisição proveniente de outro país são aqueles com uma grande dimensão, com um desempenho abaixo da média, a funcionar numa economia pequena e em que a concentração do sector bancário é elevada. Os autores concluem também que, passados dois anos após uma aquisição bem-sucedida, os resultados do banco alvo não registam uma melhoria, principalmente devido à redução das margens praticadas. Ainda assim, nos casos em que os países de origem e destino da operação falam a mesma língua, os ganhos em termos de desempenho são mais rápidos.
[Comentário] As características identificadas por este estudo para os bancos que estão mais sujeitos a uma OPA estrangeira assentam, na maior parte dos casos, em alguns dos maiores bancos portugueses. Para evitarem esse destino, entidades como o BCP ou o BES têm de assegurar, a todo o momento, elevados níveis de eficiência.
— e.conomia.info
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