Moeda chinesa pode vir a ser a terceira mais usada como reserva internacional
6 Abril 2008
[Paper] “The Potential of the Renminbi as an International Currency”
[Autores] Hongyi e Wensheng Peng
[Publicação] Hong Kong Monetary Authority , primeira versão em Novembro de 2007, difusão internacional Abril de 2008
[Classificação JEL]
[Palavras Chave]
(Newsletter nº028 | 7 ABR | 2008)
O renminbi poderia ser a terceira moeda mais usada nas reservas internacionais, equiparando-se à libra e ultrapassando o iene, estimam os dois economistas da Autoridade Monetária de Hong Kong. No estudo consideram quatro determinantes para a afirmação internacional de uma moeda: o tamanho da economia, o tamanho e desenvolvimento dos mercados financeiros, a estabilidade cambial e as externalidades de rede que se podem estabelecer com as economias vizinhas. Para a afirmação do renmimbi, a China precisa fundamentalmente de aprofundar e liberalizar os seus mercados de capitais. Hong Kong é a porta para uma abertura gradual. A evolução não vem, contudo, sem riscos, avisam.
[Artigo] O papel cada vez mais importante da China na economia mundial não pode deixar de fazer pensar sobre qual será o papel da moeda chinesa num futuro não tão longínquo. A China tem sob sua administração um território que é considerado um dos princiapis centros financeiros do mundo (Hong-Kong) e está lentamente a reformar o seu sistema financeiro e cambial. Considerando o tamanho da economia e a capitalização bolsista, os autores procuram responder sobre qual poderá ser o potencial peso do renminbi.
[Abordagem] Primeiro estimam as determinantes do papel central que desempenham o dólar, o euro, a libra e o iene e o franco suíço. Depois fazem o exercício inverso procurando saber qual seria o papel do renminbi se a China abrisse o seu mercado de capitais e aprofundasse o sistema financeiro – um processo em curso. Expõem vantagens e desafios para a China desta evolução, traçando paralelos com as experiências japonesa e alemã nos anos 70 e 80.
[Conclusões] O renminbi poderia ter uma quota nas reservas internacionais entre 3% a 5% do total, estimam. Tal está fundamentalmente dependente da abertura e aprofundamento dos mercados de capitais. Esta evolução tem vantagens e riscos. Por um lado, os agentes económicos chineses ficariam expostos a um menor risco cambial e o banco central poderia arrecadar ganhos de senhoriagem. Entre os riscos destaca-se a maior instabilidade cambial e maior dependência do resto do mundo em termos de condução da política monetária.
[Comentário] Actualmente, um pouco menos de dois terços das reservas estão em dólares, um quarto está em euros, 4,5% em libras, 3% em ienes e 0,2% em francos suíços. Desde que foi criado o euro passou de 18% para 25%, roubando importância ao dólar e ao iene. A entrada em peso da China na economia mundial e a gradual abertura dos seus mercados financeiros (com flexibilização da taxa de câmbio e maior integração do seu mercado de capitais no sistema internacional) irá lançar o renminbi para um lugar importante como moeda de referência na economia asiática e, logo, na economia mundial.
— e.conomia.info
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