Inflação afecta desemprego mas pode ser pouco
4 Abril 2008
[Paper] “Inflation and Unemployment in the Long Run”
[Autores] Aleksander Berentsen, Guido Menzio e Randall Wright
[Publicação] NBER, Abril 2008
[Classificação JEL] E24,E52
[Palavras Chave]
(Newsletter nº028 | 7 ABR | 2008)
Volta o debate sobre a relação entre inflação e desemprego. Este artigo traz alguns resultados novos que, sem serem finais ou totalmente conclusivos, mostram que o desemprego no longo prazo pode ser afectado pela política monetária. A dimensão dos efeitos é que depende da elasticidade de procura de moeda e do valor atribuído ao lazer.
[Artigo] A relação entre massa monetária, medida através da inflação ou taxas de juro, e do desemprego há muito que interessa aos economistas. O objectivo deste trabalho de Aleksander Berentsen, Guido Menzio e Randall Wright é precisamente analisar a interdependência destas duas variáveis.
[Abordagem] O artigo começa com uma análise dos dados, na qual se verifica uma relação positiva entre inflação e desemprego. A partir daqui, os autores recorrem a um modelo com fundamentos microeconómicos para ambas as variáveis que é posteriormente calibrado com o objectivo de estimar as respostas do mercado de trabalho aos factores monetários.
[Conclusões] A dimensão dos efeitos depende de dois parâmetros: a elasticidade da procura de moeda e o valor do lazer. Com parametrizações mais conservadoras, a massa monetária tem algum peso na tendência do desemprego – durante a estagflação dos anos 70 representava cerca de um quinto. Para parametrizações menos conservadores, a massa monetária explica praticamente todos os movimentos de baixa frequência no mercado de trabalho.
[Comentário] É uma das velhas discussões da Economia saber se baixar o desemprego tem custos ao nível da inflação ou se pela política monetária – nomeadamente expansões monetárias – se pode criar emprego. Este trabalho é um contributo para o debate, embora não traga respostas definitivas.
— e.conomia.info
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